Mostrando postagens com marcador espaço mahatma gandhi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espaço mahatma gandhi. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA ON-LINE


Todos que me acompanham por este blog, ou que me conhecem por terem sido meus clientes ou alunos no Espaço Mahatma Gandhi, sabem que sou psicóloga, e sabem também que tenho morado há quase 5 anos fora do Brasil, por conta do trabalho do meu marido.  

Sempre que volto pra casa em Salvador, reabro meu consultório e volto a atender clientes antigos, assim como abro espaço para clientes novos que precisam de algum tipo de terapia breve, ou focal. Também realizo Círculo das Deusas, e ministros palestras sobre algum tema relativo ao crescimento pessoal. Dessa forma tenho conseguido manter relativamente perto de mim, e vivo, o meu trabalho. 

Há algum tempo, por conta de necessidades de alguns clientes, comecei a atender pelo skype. Não foi um movimento planejado ou pensado para acontecer, foi algo que, primeiro aconteceu e depois foi organizado. 

Tive que atender um cliente, vi que funcionava, pensei que esse poderia ser um veículo interessante não só para os meus clientes no Brasil, quando eu estou fora, mas também para pessoas que moram fora do Brasil e que gostariam de fazer terapia com um psiócologo brasileiro. Conversei com algumas pessoas que já trabalham dessa forma, e todos garantiram que o trabalho não perde em qualidade, e que esse será um veículo cada vez mais usado para esse fim, e assim comecei a pensar e organizar essa idéia. 

Não acho que o atendimento virtual substitui completamente o contato pessoal. Sinto falta de oferecer  um abraço, um aperto de mão ou um acolhimento corporal quando é necessário, ou mesmo de realizar algum exercício da bioenergética ( sou formada em Análise Bionergética, que utiliza o corpo como veículo de expressão das emoções), mas tenho percebido que a cada atendimento, a construção do vínculo terapeta-cliente vai se fortalecendo, e o olhar não fica mais no vazio, ou na tela do computador, e sim no olhar do outro. A conexão por via virtual é possível. 

Bom, aproveito esse post para anunciar que estou trabalhando desse jeito. Meu consultório on-line já está funcionando e que o primeiro contato deve ser feito por email ( rohr_ludmila@hotmail.com ) , quando trocaremos informações básicas e marcaremos o primeiro contato por skype. Ficarei grata pela divulgação. 

Ludmila Rohr


sexta-feira, 25 de abril de 2014

CONTAGEM REGRESSIVA, ou MAIS UMA DESPEDIDA...


Mais uma vez estou de mudança. Para os que me acompanham por este blog, estou bem atrasada nas informações. Deixei a Korea, onde vivi por dois anos e estou no Brasil há 5 meses, esperando meu visto para encontrar o meu amor que agora está na Arábia Saudita. Isso mesmo, meu marido já está lá, e eu estou indo morar uma parte do ano nesse país, ao lado dele.   


 Quando as pessoas sabem que irei pra lá, perguntam logo se terei que usar burca. Bom, terei que usar uma abaya, que é uma roupa preta que cobre todo o corpo, mas não cobre o rosto, nem cabelos. Perguntam também se estou incomodada com isso, respondo que não. As diferenças culturais não me incomodam. Vestir uma roupa diferente do que estou acostumada, não me incomodará. Assim como, comidas diferentes, sons diferentes, cheiros diferentes e idiomas diferentes não me incomodam. Na verdade, gosto muito de experimentar essas diferenças. Morar em outros países com culturas tão diferentes, me diverte.

Ficar longe de Judson por muito tempo só não tem sido um esforço imenso, porque estou em minha casa e com meu trabalho. Voltar a atender no consultório, dar aulas de yoga e estar no Espaço Mahatma Gandhi, alimentam uma parte importante do meu ser. Sou psicóloga e amo ser. Amo meu trabalho e isso me alimenta na minha essência. 

Então, tenho me dado conta de que minha vida, assim será por algum tempo ( não sei quanto ). Terei que buscar uma sensação de completude, mesmo na falta. Quando estiver com meu amor, não terei meu trabalho, e vice-versa. Tenho experimentado esse contentamento mesmo na falta de algo, e tenho conseguido, e com grande satisfação. Posso estar completa, na falta (essa não é a única forma de completude possível?). 

Nesse momento a única coisa que quero, é estar ao lado dele. Isso é uma certeza. Quero estar com ele o mais rápido que for possível. Nunca ficamos tanto tempo afastados um do outro, e a saudade é imensa. Em uma semana estarei deixando Salvador em direção aos EUA, onde verei meu filho e minha nora, para em seguida voar para a Turquia onde passarei uns dias com ele, antes de entrar na Arábia. 


Tenho poucas certezas na vida. Felizmente com a idade, fui desconstruindo a maioria das certezas que a arrogância da juventude construiu, mas entre as que restaram, uma é : Não posso ficar longe do meu amor por muito tempo.

Ele é meu amor, meu amigo e a pessoa com quem quero envelhecer. Nos alimentamos fisicamente, emocionalmente e espiritualmente, um do outro. Interagimos com amor, desejo, paixão e companheirismo. Ficar sem ele, é ficar sem uma parte de mim mesma…. então, estou de partida….me aguardem, volto em breve! 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

COM ASAS PARA VOAR!


Tenho voado muito, é verdade. 
No sentido literal, tenho voado muito mais do que gostaria, mas não estou reclamando.
Morando na Coréia do Sul, tendo um filho nos EUA e outro no Brasil, além de irmãs, mãe, sobrinho, amigos e meu meu trabalho, tenho voado muito tentando cobrir esses 3 pontos tão distantes entre si, mas tão juntinhos no meu coração. Tenho casa em vários lugares.

É bem verdade que tenho voado bastante a passeio. Tenho conhecido lugares na Ásia que jamais imaginara conhecer. Nunca sonhei conhecer Singapura, ou Hong Kong, ou mesmo a Indonésia, mas já conheci esses lugares, mesmo sem ter sonhado com isso. Nunca havia sonhado, não por que achasse impossível, pra ser mais sincera, achava improvável.  Já fui 3 vezes a Índia e ao Nepal, mas essas viagens foram sonhadas desde o dia que nasci. Foram viagens planejadas e desejadas nos mínimos detalhes, ou pelo menos a primeira delas. Acho que nas outras duas, eu apenas peguei o embalo dos sonhos, somando com os desejos e a certeza de que seria possível. Enfim, realizei esse sonho por 3 vezes, sendo que em uma delas, fomos a família toda. Puder ver meus filhos na Índia.

Tenho realizado coisas que nem ao menos ousava sonhar, como ver um show de Elton John. Já fui a dois shows dele, e olha que quando assisti ao primeiro, eu pensei: Já posso morrer! Chamei de Momento Orgástico! Depois disso como posso duvidar da energia que colocamos nos sonhos? Como poderia não acreditar que as coisas que desejamos são possíveis. Como não imaginar que o que sonhamos com vontade, se realiza? Um sonho alimenta outro. Como se um impulsionasse o outro. Como se pegássemos o embalo!



Além dos vôos literais, sou uma pessoa que sonha. Sempre achei que podia sonhar e me permitia sonhar o que quisesse. Acho que nunca encontrei ninguém ( que realmente importasse) pra me dizer que eu não devia sonhar, ou que os meus sonhos eram demais. Muito pelo contrário. Meus pais nos davam permissão para isso, e além da permissão, acho que eles autorizavam e alimentavam isso. Embora tenha nascido em uma família simples e sem dinheiro, minha família era ousada. Ousavam muito. Meu pai era um sindicalista que sonhava, e minha mãe era uma professora que amava o que fazia, mas era uma mulher que começou faculdade com 3 filhos pequenos e se formou recém-parida do quarto filho. Era uma mulher ousada e corajosa. Tive bons exemplos.


Nunca achei que os limites me seriam impostos de fora pra dentro. Nunca acreditei que alguém ou algo externo a mim, pudesse me dar limites. Sempre estive ciente de que apenas eu, teria esse poder. Acreditava e acredito no meu poder sobre mim. Acreditei por toda a vida no meu poder de decidir e de fazer escolhas, e tive muito pouco medo de ousar, de errar ou até mesmo de me machucar, e olha que já errei e me machuquei muito.

Sempre voei. Embora seja uma capricorniana de livro, com raízes extremamente profundas, percebo que minhas raízes me pertencem, e não ao lugar. Todo lugar que estou consigo finca-las, todo lugar que vou, consigo sentir que poderia fincá-las se assim quisesse.  

Me reconheço em qualquer lugar. Se entro em conflito com isso, medito, respiro, me questiono, confronto a mim mesma, até que me reconheça outra vez. Percebo como é fácil para mim, me reconhecer quando estou na minha terra, no Espaço Mahatma Gandhi *. Sei exatamente quem eu sou quando estou no meu consultório ou na sala de yoga; mas também não é difícil, embora seja sofrido, me reconhecer longe deles.

Tenho raízes. Tenho asas. 

Exatamente por que tenho raízes, posso ter asas. Posso ter asas cada vez mais poderosas, e que voam cada vez mais alto e distante. Posso ir, sem medo de me perder. Posso arriscar sem medo de errar. Posso me perder e errar. Simplesmente posso. Não tenho medo de estar perdida, muito menos de errar. Tenho permissão interna para me perder, pois confio que sempre me acharei de volta, assim como tenho certeza de que errarei, simplesmente por que é impossível não errar.

Tenho medo sim, e imenso, de cortar minhas asas. 
Tenho medo de impedir a mim mesma de voar, de acreditar, de sonhar, de ousar, de sentir, de rir e de chorar... tenho um medo grande de que por algum motivo que hoje não reconheço, de eu mesma cortar minhas asas, por que só eu tenho esse poder, ele me foi conferido, e a responsabilidade seria toda minha. 



A vida voa, o tempo voa...


.... a boa notícia é que nós somos o piloto desse vôo, e assumir o controle disso, é sair do lugar de vítima e assumir que faz escolhas e que não terá ninguém para responsabilizar. 

As asas são suas. 

Se quiser voe!

Quando quiser, voe!



*  www.mahatmagandhi.com.br 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ACREDITANDO


Depois de quase dois meses fora da Korea, voltei.

no Espaço Mahatma Gandhi
Nesse tempo tantas coisas aconteceram que parece até que passei mais tempo fora. Sai daqui no calor, volto no frio, 5 graus me esperavam ... início de um inverno que promete. As malas precisam ser desarrumadas, e percebo que a maioria das roupas que ali estão, lá ficarão. Não as usarei por uns 3 meses. Outra coisa impactante é o horário, em dois meses vivi 3 fusos diferentes e a adaptação à mudança total que o fuso daqui me obriga não é fácil. 

Estava tentando lembrar das experiências externas que vivi nesse tempo que fiquei fora, vamos lá

  • Depois de um mês de extrema felicidade com meu filho Caio que veio de férias para a Korea viajei com ele de volta para os EUA.
  • nos EUA revi amigos, filho e nora. Reencontrei prima e sobrinhos.
  • vi meus dois filhos juntos.
  • ainda lá, veio a revisão dos exames do meu marido que acusaram, depois do terceiro ano após o fim da quimioterapia, que nenhuma reincidência do câncer apareceu no corpo dele. Momento de felicidade e alívio.
  • acompanhei no hospital uma amiga querida cuja filha luta contra o câncer. Essa é uma luta que conheço bem. Ver uma adolescente lutar não é fácil. Ver uma mãe cuja filha está nessa luta, é pior ainda. Tenho atualmente duas amigas nessa condição. 
  • Participei e vi emocionada a campanha Força Clara, criada por uma amiga dela para encoraja-la a ser ainda mais forte nessa luta.
  • Vi em Houston uma apresentação do Grupo de Dança de Déborah Colker (sempre quis ver). 
  • Fui para o Brasil. Reencontrei filho, nora, mãe, irmãs, cunhados, sobrinho e muito amigos queridos. 
  • Meu sobrinho casou numa cerimônia linda que me fez chorar muito.
  • Trabalhei. Dei aulas de yoga (estava morrendo de saudade) e conduzi uma vivência de Respiração. Estar no Espaço Mahatma Gandhi é sempre maravilhoso. Esse lugar me oferece um alimento especial para minha alma.
  • Fiz mais uma tatuagem.
  • Voltei para os EUA e estive lá quando Obama se reelegeu. Vi os gritos dos que comemoravam sua vitória. Gritei junto. Achei muito legal estar lá nesse momento.
  • Gravei mais vídeos para o site que estou montando sobre Sexualidade Feminina. Adoro esse projeto. Ainda falarei sobre ele aqui.
no casamento de Rafa & Priscila

com irmãs no casamento do meu sobrinho
com amigas que fiz em Houston

campanha "Força Clara"
meus filhos e sobrinhos reunidos nos EUA


As experiências que tive sob uma ótica subjetiva são incontáveis e tentarei resumir.

Senti nesse tempo alegria e tristeza, saudades, decepção e esperança, sensação de morte e renovação, sensação de perda e de ganhos, me senti forte e recebi um alerta para estar atenta aos invejosos (não sei se levo isso a sério); senti que a vida se renova o tempo inteiro e que não sei de muitas coisas, e que quando mais medito e observo, mais percebo que nada sei. Senti o quanto quero me ver livre dos apegos e da ignorância. 

Senti que "acreditar" é a grande força que nos motiva a caminhar. 
Acreditar na força das minhas pernas. Acreditar nos sonhos.
Acreditar que a vida tem um significado maior, me faz querer ser uma pessoa melhor. 
Acreditar que as experiências de dor e alegria podem me levar ao crescimento, me abre mais ainda para a vida. Acreditar mais uma vez que devo na minha intuição. 
Acreditar que a minha coragem pode conviver com o meu medo, mas que eu não posso conviver com a covardia. 
Acreditar que sou livre e preciso me justificar apenas para pouquíssimas pessoas, não mais que isso. Acreditar que a vida é justa, apesar das dores que parecem injustas. 
Acreditar que é melhor sofrer conscientemente, do que ser alegre na ignorância.  


minha mais nova tatuagem

Por tudo que eu acredito, essa é a minha nova tatuagem.  


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

CHEGADAS E PARTIDAS

Tenho vivido momento bem intensos em relação a esse tema.
Tenho a sensação de que de uns tempos para cá, minha vida tem sido uma sequência interminável de "Chegadas e Partidas".

Dois anos atrás me mudei de Salvador na Bahia, pra Houston no Texas. Grande mudança, principalmente porque deixei no Brasil um filho e uma vida que eu amava. Não fiz essa mudança porque estava insatisfeita com minha vida, muito pelo contrário. Adorava a vida que levava.

Nesse mesmo tempo perdi dois amigos queridos para o câncer. Gustavo e Verinha lutaram por suas vidas por longos e sofridos anos, mas nos deixaram e eu ainda sinto muito a falta deles. ( ELA SE FOI e RESPEITO É BOM E É CURADOR )

Três mêses atrás meu pai se foi, ainda é difícil falar sobre isso sem chorar. Ele foi uma pessoa muito especial e incomum. Falei sobre essa partida em A LUTA CONTINUA COMPANHEIRO

Meu primeiro mestre yogue, Swami Shurimahananda,  ( Ao mestre com carinho ) desencarnou logo em seguida e, hoje soube que meu grande mestre da psicologia, aquele que transformou minha vida, me conduziu a um mergulho profundo na minha alma e me ensinou o que é ser uma psicóloga, Roger Woolger, PhD., está partindo também. Eles foram minhas primeiras referências espirituais e da psicologia. Tanto Shurimahananda quanto Roger, marcaram minha vida de uma forma muito intensa, a ponto. Posso me compreender antes e depois de Shurimaha, assim como, antes e depois de Roger. 

No meio de tantas perdas, tenho que lidar com minha mudança para a Coréia do Sul. Estarei morando lá, a partir de dezembro e deixarei em Houston, meu outro filho e tantos amigos queridos que fiz aqui, que nem sei ainda como será isso, mas sei que será bem difícil.

Apesar de tantas perdas não me sinto frágil, e muito menos, desestruturada. Sinto minha força mais que nunca, talvez até mesmo porque precise lidar com tantas dores. Minhas forças estão aqui. Me sinto em paz e criativa. Me sinto estimulada e corajosa, mas sinto saudade...muita saudade de um tempo que tudo era mais simples. Sinto que perdi algo com todas essas "partidas", perdi uma certa ingenuidade. Estou em contato com uma Deusa com quem sempre flertei, estou mergulhada em Perséfone, mergulhei nos aspectos desse arquétipo. Estou mais sombria, mais intuitiva, mais mergulhada em mim, recolhida é a palavra. A minha face Perséfone tomou conta de mim nesse momento da minha vida. Gosto dela.

Bom, estou indo para Salvador, e dia 29 de setembro será o lançamento do meu "livrinho", "AS TRÊS CERTEZAS LIBERTADORAS", que nasceu a partir de muita meditação e depois de uma palestra com esse mesmo nome. Gostei de escrevê-lo. Não sou escritora, definitivamente, sou no máximo uma psicóloga  blogueira. Mas foi legal escrevê-lo, pois falei sobre algo que tenho refletido muito, que acredito e tenho experimentado na minha vida. A palestra foi feita no improviso e o livro saiu nasceu sem muito esforço também.  

Como disse muito bem Milton Nascimento,

"E assim, chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. 
O trem que chega é o mesmo trem da partida.
A hora do encontro é também despedida.."

assim estou....não sei mais onde é o começo e o fim de algo..
Não distinguo as chegadas das partidas.
Não tenho mais de forma clara qual o tipo de lágrimas que nascem dos meus olhos... choro de saudade...de alegria, de amor...

Estou chegando em Salvador, verei e me despedirei (mais uma vez) de tantas pessoas que amo...

Apareçam no Espaço Mahatma Gandhi pra me ver ... 
Minha agenda já está disponível na secretaria (71) 3248-7533 , serão apenas 15 dias no Brasil...chegarei e partirei..voltarei pra Houston e partirei para a Coréia... e assim continuará a ser.. 


Ludmila Rohr

terça-feira, 31 de maio de 2011

SOU DOCE?

Antes da picada número 3 - SOU DOCE?
 Ontem fui picada por uma abelha.
Acho que elas me amam. Não é a primeira vez que passo por isso.
A primeira vez que isso aconteceu, descobri que sou alérgica a elas, fui inchando...meu corpo enlouqueceu com coceiras em questão de segundos...comecei a ter dificuldade de respirar e graças a um amigo que era estudante de medicina, não fiz um quadro mais grave.

Na segunda vez meu marido estava comigo, estávamos em Paria do Forte, lugar que mais amo estar na Bahia. Meu rosto começou a inchar, ele percebeu e fomos saindo rápido em busca de uma farmácia.
A picada número 3, foi a mais interessante de todas, eu estava na Índia, com meu marido e filhos, havíamos acordado cedo na cidade de Agra para ver o Taj Mahal ao amanhecer. Fui picada lá. Eu estava como responsável por um grupo. Fiquei tensa imaginando ter que ir para um hospital na Índia. Respirei tanto....nunca coloquei minha mente tão focada em um trabalho de cura...o braço foi inchando...fiz marcas ao redor da picada para visualizar a expansão da reação e mentalizava respirando...e comecei a caminhar saindo do Taj Mahal, voltando para o ônibus. A marca cresceu, cresceu...e parou...Relaxei e continuei na Taj como se nada houvesse acontecido!!! Poucas pessoas do grupo souberam.

A picada número 4 foi a mais dolorosa de todas. Estava na piscina da casa de amigos aqui no Texas. Muita gente conversando e rindo na piscina. Uma abelha e muita gente. Eu sou a escolhida mais uma vez. A picada doeu na hora, mas doeu infinitamente mais depois quando cheguei em casa. Fui parar numa emergência. Não aguentei a dor, e costumo dizer que não sou fresca em relação a dor. Pari meu dois filhos por via natural e sem anestesia, e achei tranquilo fazer isso, mas aquela picada doeu de verdade...e diferente do parto, que era um momento de felicidade, me perguntava qual a felicidade em ser picada por uma abelha mais uma vez? Nenhuma.

Em quatro dias embarco para o Brasil e tenho mil coisas pra fazer antes disso. Três capítulos de um livro novo sobre a última  palestra que dei em Salvador (As Três Certezas Libertadoras) para serem escritos, três vídeos para gravar para meu novo site sobre Sexualidade Feminina que será em Inglês. Além de todas as providências que temos que tomar antes de ir passar cinco semanas no Brasil.

Bom....um amigo lindo me disse que as Abelhas têm Bom Gosto. Tive que rir. Outras pessoas disseram que sou doce ou docinha, que é por isso que elas me escolhem. Também ri. Uma outra disse que as abelhas queriam um pouco do meu astral  "zen". Fofos. Amo meus amigos. O que seria de mim sem eles.

Ok...Sou doce (também) e estou indo em alguns dias mais uma vez para o Brasil...para a Bahia... Pode alguém querer algo mais doce que isso?

Estou feliz...e quero convidar a quem lá estiver para assistir minhas palestras. Darei 4 palestras no Espaço Mahatma Gandhi *, atenderei no consultório e farei alguns "Círculo das Deusas". Minha agenda já está com as secretárias, todos podem ter acesso. O Mahatma Gandhi lá em Salvador é o lugar mais doce que conheço, é o lugar mais doce para mim...Aprendi lá muitas coisas que me ajudam a viver bem e de forma amorosa e compassiva, tenho tentado passar isso adiante. 

A dor que senti com a picada da abelha perde toda a dimensão de sofrimento, por que ela é apenas dor. As "dores" não necessariamente significam sofrimentos, a maioria delas são simplesmente dores e ficam longe da minha alma. 

Vou acreditar nos meus amigos lindos...que me disseram que sou doce.
Sou doce como mel (também) ...e estou indo para Salvador ...
(mais um detalhe, toda minha família estará em Salvador. Inclusive Judson.)

Que mais posso esperar da vida?

Beijos...espero voces no Mahatma Gandhi.

Ludmila Rohr

* Espaço Mahatma Gandhi, Rua Rio de Janeiro, 694, Pituba, Salvador -BA, 41.830-400
(71) 3248-7533 www.mahatmagandhi.com.br 


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SEM RECEITAS....

 Hoje tive um grande insight! 
Adoro quando isso acontece. Sabe aquelas sacações absolutamente simples que só a meditação produz? 
Pois é...Como meditar pra mim é estar inteira e atenta no exato instante que está acontecendo, as vezes meus insights aparecem em momentos bem inusitados. Eles são absolutamente comuns nas minhas práticas do yoga, mas também acontecem assim, como hoje.

Estava cozinhando...resolvi preparar uma sopa para o jantar. Nada planejado...só o tempero básico estava definido (cebola+alho+azeite doce) ...no mais, fui simplesmente fazendo como quem brinca de comidinha...A maioria das mulheres brincaram de comidinha quando crianças. Lá em Salvador, na minha época, chamávamos de "cozinhado". Então, fui colocando coisas..abrindo a geladeira e pegando as coisas com a panela já no fogo...fervendo.."fazendo a medida que fazia", ou criando enquanto fazia...

Voces podem estar pensando, como ela pode ter um insight em uma situação tão comum? Bom...é preciso esclarecer aos que não acompanham esse blog, que até me mudar para os EUA, eu nunca havia cozinhado nada. Nem um arroz sequer. Aprendi aqui, por conta da mudança de realidade..., ou seja, essa não é uma situação tão comum assim, mas de toda forma, essa não é uma meditação sobre cozinha, só meu insight veio a partir daí.

Percebi que me divertia fazendo aquilo...em algum momento pensei, que se eu comentasse que havia feito uma comida deliciosa, que minhas amigas me pediriam a receita, pois isso já aconteceu outras vezes, e eu não as tenho. Daí vem minha grande (ou pequena) sacação a meu respeito. Não suporto receitas. Não suporto ter que lidar com "receitas" na Vida. Não suporto ter que fazer algo que tenho uma única forma de fazer, ou uma forma já pronta. 

Percebi que cozinho da mesma forma que dirijo. Não tenho medo de me perder, ou pelo menos não tenho mais. Sempre que estou em um país, ou cidade diferente, tenho a sensação de que posso me perder, porque irei me achar. E que me acharei melhor (tem um post aqui sobre isso "Me perdendo para me achar melhor"). Sempre penso que por mais "perdida" que eu esteja, sempre estarei em algum lugar, pois não existe, o "Lugar Nenhum".

Quando cozinho de forma livre...sem receitas..qual a chance que tenho de ERRAR? Nenhuma. O erro pressupõe que exista uma única forma CERTA, mas se ela não existe, qual a chance do erro? Zero. É claro que a comida pode não ficar agradável ao meu paladar..rs..., mas isso significa que errei? Não pra mim.

Fui uma aluna diferente nas universidades que fiz (fiz duas). Nunca tinha caderno..detestava anotações...adorava ler, mas detestava e nem conseguia decorar nada. Sempre tinha alguma opinião a respeito dos assuntos, porque refletia sobre eles, mas não sabia nada decorado. Nunca conseguia decorar uma fórmula de nada. Mas..contava histórias como ninguém e tinha um poder de saber o que era importante, o que eu devia valorizar nos assuntos...nunca perdia tempo estudando coisas sem importância.  Alguns colegas diziam que eu era sortuda, pois só caia nas provas aquilo que eu havia estudado, mas eu não acredito em sorte (só quando jogo baralho)...na verdade, eu sempre tive uma noção bem legal a respeito das prioridades. É claro que me ferrava com os professores babacas (eles são muitos), professores que temem o diferente, ou que exigem que os alunos decorem as partes dos livros, ao invés de que saibam discutir ou dissertar sobre elas. 

No mundo concreto, por conta dessa minha forma de ser, acabo precisando delegar muitas coisas. Sempre tive quem cuidasse da minha agenda, quem tomasse conta do meu dinheiro, quem me lembrasse de compromissos e datas e outras coisas que não esperam que minha alma tenha "vontade" de realizar. Sempre valorizei muito as pessoas que cuidaram e cuidam de mim. Sinto uma falta imensa de Ane Rose, minha secretária/amiga no Espaço Mahatma Gandhi, clínica fundada por mim em Salvador, ela sempre foi minha fiel escudeira. Sinto falta de Nil, que sempre cuidou da minha casa pra que eu pudesse trabalhar e estudar (tudo que eu amo fazer), e é claro que sem Judson, nunca conseguiria fazer tantas coisas porque ele sempre me bancou nas minhas "viagens criativas e desprovidas de receita"....com certeza as consequências dos "erros" que fui cometendo com esse meu jeito, foram bastante amortecidas por essas pessoas...

Meu insight não é a respeito de uma forma de viver...exatamente por que não gosto de receitas...O meu insight diz respeito a "minha forma de viver a minha vida" ou sobre como cada um tem seu jeito próprio de fazer as coisas...e que se ainda não o reconheceu, deve buscá-lo urgentemente, sob pena de parecer uma cópia de alguém que nem ele sabe quem é.

Somos nosso próprio mapa. Somos nosso próprio mestre. Somos nossa própria receita. Acho que é por isso que me identifico tanto com o tântrismo. Somos únicos, esse momento é único. Nenhuma receita conseguirá reproduzi-lo, portanto...vamos aproveitá-lo e viver cada momento como o único e do nosso jeito.

Já que estou no momento das frases, vou repetir uma que define o Tantrismo.

"O que existe aqui, existe lá. Se não existe aqui, é porque não existe em lugar nenhum."

Vivendo assim, qual a chance de errarmos? Nenhuma.*

Namastê

Ludmila Rohr

*Quem lê esse blog, sabe que quando falo que não existe chance de errar, não estou me referindo a não desagradar!!!
** Para os curiosos. A sopa ficou deliciosa! Nenhuma chance de reproduzi-la. Única. Finita. Assim como a vida! Só é possível aproveitá-la sabendo que nunca mais farei outra igual, praticando o desapego e o tântrismo. Momento único.




domingo, 10 de outubro de 2010

Estou em Salvador


Cheguei na minha cidade! 

Acho muito legal ter raízes e por mais que saiba que viverei bem em qualquer lugar deste mundo, chegar no lugar que nasci e vivi a vida toda, me parece mágico... 

Sei dos defeitos de Salvador, mas nesse momento só quero ver as qualidades. Quero ver a praia linda, quero comer acarajé e moqueca de camarão... Quero beber água de coco..e quero trabalhar.

Hoje me perguntaram se eu estava de férias. Não, não estou. Morando nos EUA, sinceramente, eu não tiraria férias e viria para cá. Tem muitos lugares no país que moro agora que viriam como prioridade para férias. Os EUA são fascinantes. Muitos lugares absolutamente incríveis na minha lista de interesse. Não gastaria um só dia das minhas férias vindo para o Brasil, muito menos para Salvador. 

Salvador é minha casa, tirar férias é sair de casa. Conheço os podres da minha casa, e quando tiramos férias queremos o belo, o lindo...aquilo que pode nos oferecer novidades em termos de experiências. Venho pra cá para trabalhar. Tenho uma longa programação de trabalho no Espaço Mahatma Gandhi, com palestras, grupos de mulheres, aulas e atendimentos no consultório. Amo o meu trabalho e esse é o meu grande álibi e motivo de estar aqui. 

Hoje fui pra praia. Quando eu morava aqui, nem ia. Passava mêses sem ir a praia, apesar de morar em frente a ela. Hoje comi acarajé. Adoro acarajé!  ..mas assim como a praia, passava meses sem comer um. Hoje bebi água de coco..deliciosa. Vocês podem imaginar que nos EUA não possamos encontrar água de coco gostosa em lugar algum? Pois é. Não tem..e quando achamos é horrível. 

Parece que agora que moro longe, posso lidar com o que essa cidade oferece de melhor! Amo estar aqui sem precisar pensar no trânsito embora me assuste o tempo todo com a forma agressiva que se dirige nessa terra! Posso ficar aqui sem me preocupar em como as coisas são caras e como os serviços são péssimos. Posso ficar aqui sem pensar em como temos que trabalhar tanto pra ganhar tão pouco! Posso ficar aqui sem pensar em como as coisas são difíceis, como qualquer idéia de realizar algo aqui, parece que já nasce tendo que remar contra a maré.

Posso ficar aqui sem estar de férias, mas como se fosse uma turista. Só com o bom! ..e confesso...que estando aqui assim, não consigo ter saudades de morar aqui, não consigo nem ter vontade de voltar a morar aqui outra vez! Nunca pensei que um dia sentiria isso, mas...é assim que sinto hoje! Amo Salvador, porque aqui estão todas as minhas histórias, porque a cidade é uma cidade viva, mas penso que morar aqui, produzir honestamente aqui, crescer honesta e decentemente aqui é muito difícil e que precisamos estar em esforço contínuo e muito desgastante.

Como é possível estar feliz e adorando estar aqui, e ao mesmo tempo feliz porque não moro (pelo menos nesse momento) mais aqui? pois é..Salvador pra mim se transformou num grande enigma...algo que não consigo entender...e nem quero mais... 

Quero estar aqui, dar minhas palestras, fazer meus atendimentos...ir a praia..comer acarajé..ver amigos amados....Quero estar aqui inteira, com o prazer que tem me movido e motivado a voltar, e depois, retornar ao lugar que é a minha casa agora... e penso...que essa é minha realidade nesse momento...e como vivo um dia de cada vez...assim será.

Minha experiência em Houston é bem sucedida por que usei dessa mesma estratégia. Não foquei no que existe de ruim lá. Não foquei naquilo que deixei pra trás aqui. Olhei um dia de cada vez e busquei aquilo que serviria para mim. Assim sei viver.

Bom..quero convidar todos que moram em Salvador para as minhas palestras no Espaço Mahatma Gandhi. Toda a programação voces podem encontrar no http://espacomahatmagandhi.blogspot.com ou www.mahatmagandhi.com.br

Adorarei compartilhar, com todos que forem, as minhas experiências...

por enquanto..um dia de cada vez...sendo feliz e vivendo em paz, pois esse é meu lema.

Namastê

Ludmila Rohr







terça-feira, 8 de junho de 2010

Quando o tempo for propício....

Tenho um tempo interno...o meu tempo pessoal. Preciso elaborar as coisas....normalmente sou rápida nisso, mas, as vezes não.
Cheguei da minha viagem ao Brasil, onde passei 3 semanas trabalhando...
Fiz 4 palestras que me deram muito prazer, uma inclusive na faculdade que me formei em psicologia. Ministrei muitas aulas de Hatha-yoga no meu amado Espaço Mahatma Gandhi, atendi clientes no consultório, fiz quatro Círculo das Deusas....além de ver minhas irmãs, meus pais, Nil, meu gato, meu cachorro e meus amigos queridos, que não via há 5 mêses. 

Depois dessa viagem, decidi que não ficarei tanto tempo assim sem voltar a Salvador. Preciso do meu trabalho, preciso dele, como preciso respirar. Amo tanto o que faço que sinto que esse é um alimento vital pra mim...sem ele perco meu brilho...sem ele, sinto que fico longe da minha alma..da minha essência...e, isso seria demais pra mim. 

Não acredito em sacrifícios...acredito em escolhas. Estou em Houston por que escolhi estar. Meu marido veio transferido, mas eu não precisava vir. Eu vim porque tinha algo a ganhar, por que escolhi isso, e não por que estava me sacrificando. Ficar sem meu trabalho seria um sacrifício que ninguém me pediu, nem ele, e que ninguém ganharia nada. Então está decidido, volto ao Mahatma Gandhi mais vezes, troco energias poderosas e volto pra cá...onde é minha casa agora!

Algumas pessoas podem pensar que vou a Salvador de férias...Férias de que?? Vou é trabalhar..acordei as 6h todas as manhãs..ou estava dando aulas de yoga ou estava no consultório atendendo.. essa sempre foi minha maior diversão...trabalhar. Tenho tanto prazer nisso...tanto....sinto que sou tão útil e boa no que faço...

Quando estou trabalhando tenho sempre uma excelente sensação a meu respeito. Normalmente tenho isso...tenho uma boa auto-estima, mas quando trabalho, gosto mais ainda de mim.

Cheguei em Houston..estava na hora de voltar...comecei a sentir saudades de tudo aqui...e ainda não tive tempo e condição de me organizar...Meu filho viajou pro Brasil no outro dia após minha chegada, nem pude  vê-lo direito.... e recebi visitas dois dias depois...minha alma que estava a caminho, demorou um pouco pra aterrissar.. preciso de uma rotina pra isso...preciso de tempo e espaço pra isso...

Encontrei uma Houston que não conhecia ainda....calor...chuvas fortes...raios , trovoadas...Hurricane Season...tudo é novo...

Bom....tempo, tempo, tempo tempo..., compositor de destinos, tambor de todos os ritmos, tempo, tempo, tempo, tempo, Entro num acordo contigo, tempo, tempo, tempo, tempo...

Tempo..tu que és um dos Deuses mais lindos, ouves bem o que te digo. Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso, quando o tempo for propício. De modo que meu espírito, ganhe um brilho definido, e eu espalhe benefícios....

Faço uma oração ao tempo plagiando Caetano,( mas quem não fez isso antes?), e respiro..e espero pra entender o que o tempo vai me ensinar....

Ludmila 
P.S. na foto, meu encontro com Gatão (é o nome do meu gato)


terça-feira, 18 de maio de 2010

Dançando a música que tocar...

Sabem aquele tradição dos antigos índios norte-americanos que dizem que quando fazemos uma longa viagem, nosso corpo chega, mas nosso espírito demora um pouco mais?

Bom..cheguei em Salvador, depois de 5 meses morando no Texas. Cheguei no lugar que eu nasci, cheguei na minha casa...saí do aeroporto e fui ver meu gato, meu cachorro e Nil...e me dei conta que meu espírito havia chegado junto com meu corpo. 

Chorei...chorei....eu estava ali inteira, com certeza.

Chegar em casa foi muito bom, mas descobri que sinto saudade de casa. Sinto saudade da minha vida em Houston. 

Algumas coisas me causaram muito estranhamento. O trânsito me deixou em quase estado de pânico. Muitos carros e uma impressão de que as pessoas dirigem com muita agressividade e sem paciência alguma. Confesso que fiquei assustada com os engarrafamentos e com a falta de espaço, de regras e de respeito...me senti bastante invadida e ameaçada.

Confesso que amo a facilidade que podemos conectar com as pessoas aqui...elas nos olham, aceitam conversas...não se assustam...realmente nós somos lindos nisso.

Recebi abraços, olhares de saudade..reencontrei pessoas tão queridas...
Reencontrei um lugar que tem a minha energia...cheguei no Espaço Mahatma Gandhi...minha casa...meu templo...meu local sagrado de trabalho e de crescimento.

Sou feliz aqui. Sou feliz me sentindo útil, fazendo coisas que sei e que amo. Sou feliz e sinto meu coração cheio de amor.
Estar aqui inteira, faz parte de um novo momento da minha vida, minha família não está aqui, meus filhos não estão aqui..eu estou, uma parte importante de mim está. Minha história também. 

Gosto da idéia de construir uma história lá em Houston, gosto muito de me deparar com o desafio de fazer algo que entendo como importante, num lugar onde ninguém me conhece, gosto desse lugar onde sou conhecida também. 

Na verdade, entendo que gosto de viver...e da dança fantástica que a vida me convida a dançar...novos ritmos, novas músicas, antigas músicas com novos ritmos....músicas novas, com antigos ritmos. 

No fim, sempre música e sempre dança!

Preciso apenas respirar e dançar....

Ludmila 





sábado, 8 de maio de 2010

Venham me ver...quero ver voces!


Estarei no Brasil do dia 11 até 30 de maio. 
Trabalhando no Espaço Mahatma Gandhi e revendo amigos..
Tento entender meus sentimentos e ainda não consigo. Tenho um misto de muitas emoções vibrando na minha barriga e no meu coração.
Quero chegar...
Venham me ver.

Segue minha agenda.





12/05 - 19h - Palestra - Conexão com o presente - O Caminho para a Felicidade!
Ingresso: 2 latas de leite em pó.
15/05 - 08h - Yoga com café da manhã
Quem vier deve trazer algo para partilharmos em um delicioso café da manhã!
19/05 - 19h - Samiama - Técnica de meditação
ingresso: 2 latas de leite em pó.
26/05 - 19h - Respirando - Universo Interno e Universo Externo em Harmonia.
ingresso: 2 latas de leite em pó.
22 e 23/05 - WORKSHOP para Mulheres
" Como se tornar uma Mulher Sexualmente Adulta"  
09:00 às 17:00h
Nesse Workshop trabalharemos questões que nos impede de estarmos plenamente de posse das energias que movimentam a sexualidade.
Trabalhos corporais e vivenciais intercalarão temas discutidos e partilhados.
Para Mulheres de todas as idades.
Custo: R$280,00
13, 20 e 27/05 - de 19 as 21h (3 noites)
"Círculo das Deusas"
Nesse trabalho faremos conexão com aspectos femininos representados por 6 Deusas Gregas. Descobriremos como elas estão presentes ou não, nas nossas vidas!
8 vagas
valor: R$ 150,00
Para marcação de consultas/sessões individuais - Ver horários na secretaria.

Espaço Mahatma Gandhi
Rua Rio de Janeiro, 694, Pituba
Salvador-BA
(71) 3248-7533

terça-feira, 10 de março de 2009

Mulheres!!!!!


Sou uma mulher de 45 anos. Não tenho problemas com minha idade, pelo menos até então. Gosto da idade que tenho. Gosto do meu corpo maduro e da pessoa que sou. Até agora gosto de tudo que veio com a idade. Sei que poderia não ter vindo...por que as coisas não chegam simplesmente, mas nesses anos, vivi muito e acho que fui muito intensa na forma que vivi, por isso, gosto do resultado. Nesses anos, procurei ser honesta acima de tudo com o meu coração e aceitei muitos desafios que a vida me proporcionou. Normalmente não fujo deles, embora muitas vezes desejasse isso. Cresci muito, me transformei e agreguei em mim muitas experiências femininas.

Lacan famoso psicanalista francês afirmava - "a Mulher não existe" para explicar a ausencia de resposta para a grande pergunta feminina que é : "O que é ser mulher?". Parece que essa pergunta não tem mesmo resposta, ainda não sei porque. Passamos muito tempo nos perguntando isso - O que é ser mulher? e nos respodemos em forma de poema, verso, prosa e em músicas lindas! .. até utilizamos a mitologia para tentar explicar, mas acho que não conseguimos!

Acho que realmente não tem uma resposta para o que é ser mulher...acho que teremos que nos render a isso, mas de qualquer forma quando me vi, em um círculo de mulheres, ontem lá no Espaço Mahatma Gandhi em uma vivencia em homenagem ao Dia da Mulher, me senti muito querida, muito especial...e entendi com o meu coração aquilo que já sabia...adoro ser mulher!

Lá estavam mulheres tão diferentes, de todas as idades, em momentos diferentes de suas vidas...mas no fundo éramos todas iguais, nos sentiamos assim.... vivendo um momento sagrado, de encontro, de carinho, de acolhimento, de alegria, de tristeza, de grande e profundo vínculo, e o que nos vinculava de forma tão íntima naquele momento, era que sabiamos que somos Mulheres. Isso era o bastante!

Beijos a todas as mulheres!

Ludmila Rohr
P.S Na foto, eu e as mulheres mais importantes da minha vida! Minha mãe e minhas irmãs!


quinta-feira, 5 de março de 2009

Tocada no corpo e na alma...


Ganhei uma massagem de presente. Não foi a primeira vêz. Sempre ganho massagens de presente da minha amiga Lídia. Ela é uma massoterapeuta de primeira qualidade, também é psicóloga, e minha colega no Espaço Mahatma Gandhi e da vida. Ela sempre manisfesta o seu amor por mim (que é recíproco) de várias formas. Ela me faz rir como poucas pessoas conseguem, ela me ouve, ela compartilha comigo suas histórias....nós confiamos uma na outra. Sinto que ela me compreende e com certeza, ela se sente compreendida por mim. Ela é uma amiga do coração, e ela sabe disso!

Receber uma massagem é um presente delicioso para mim, pois adoro minhas experiências corporais, principalmente quando elas me colocam em contato direto com minha alma. Tenho experiências muito agradáveis com meu corpo. Ele não é um fardo para mim, muito pelo contrário. Normalmente não tenho dores e sinto o meu corpo como um espaço sagrado onde minha alma se expressa, onde meus sentimentos se revelam. Por isso adoro o yoga, sinto isso quando o pratico. Por isso acho que receber uma massagem feitas por mãos de quem me ama, e me quer bem é algo impagável! Não tem preço. É um presente muito especial.

Hoje minha amiga mais uma vêz entrou na minha alma através do meu corpo... e tocou minhas histórias, porque é isso que uma massoterapeuta faz...toca nas histórias através do corpo. As minhas lágrimas simplesmente saiam... brotavam....rolavam sem a menor cerimônia, e como eu estava em ótimas mãos...não fazia nenhum esforço para controlá-las...elas lavavam minha alma e eu permitia....sou feliz por isso!

Quem já recebeu uma massagem assim (no corpo e na alma) sabe do que estou falando. Saimos leves, como se tivéssemos mergulhado numa cachoeira...ou no mar num dia de sol. Alimentados e tranquilos. E foi assim, nesse estado de contentamento, que vivi outra experiencia de muito amor. Me deparei com Valéria, uma aluna de yoga que não via desde o ano passado e que voltou pro yoga, agora está grávida e linda! Ela é realmente linda...e ao me ver....me abraçou, chorou, disse que lia meu blog....e linda, grávida e emocionada, me tocou outra vêz muito profundamente...me deu carinho e me emocionou com sua emoção....A gravidez é muito sagrada para mim, já falei sobre o quanto me senti feliz , linda e poderosa as duas vêzes que vivi essa experiência....Essa mulher linda, que me abraçou com sua linda barriga, me tocou com sua energia transbordante e de muito poder...A linguagem do coração é muito poderosa.

Obrigada Lídia e Valéria, sei que voces vão ler esse blog...portanto preciso dizer que hoje voces fizeram desse dia, um dia especial de demonstrações de amor e carinho. Voces são a prova do quanto a vida se renova, e do quanto que a vida é generosa comigo. Sou feliz e grata!

Namastê!

Ludmila Rohr
P.S. Na foto estou com Lídia!