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sábado, 13 de fevereiro de 2016

ENCARAR O ESPELHO PARA SER FELIZ


Temos várias escolhas a fazer durante a nossa vida, e todas trarão consequências que teremos que encarar, querendo ou não. Podemos passar anos da nossa vida escolhendo tentar agradar os outros em detrimento de nós mesmos. Podemos também com esforço exaustivo, tentar fugir de nós mesmos, dos nossos anseios, das nossas necessidades, frustrações, medos, raivas, inseguranças .... podemos criar personagens que sob um olhar superficial, pareçam críveis, podemos até enganar a muitos, mas não a nós mesmos. Toda vez que estivermos a sós, diante do "espelho", teremos que encarar a verdade, pois ninguém pode sentir a sua dor, ninguém vai sentir o seu vazio, nem resolver os seus problemas, ninguém vai encarar os medos ou frustrações por você, nem vai ter que lidar com os seus fantasmas, cedo ou tarde você mesmo vai ter que fazer isso. Como psicóloga e como pessoa que acredita que tomar posse de si mesmo, por mais dolorosos que seja, sempre será a melhor escolha, torço para isso se dê o quanto antes, a tempo de vivermos uma vida de verdade.

Estar misturado e disfarçados em meio a multidão, ou fazendo coisas o tempo todo, pode até nos manter na ilusória distancia de nós mesmos. Podemos nos enganar por algum tempo, nos dizendo que as coisas vão bem, que temos lidado bem com as dificuldades porque vemos os dias passarem e nada de mais grave aconteceu, que temos sobrevivido apesar de tudo!

As mentiras dos personagens que criamos podem convencer muita gente, pessoas que talvez não tenham interesse sincero em saber quem nós realmente somos e o que temos passado de verdade, até mesmo porque também vivem suas mentiras, mas não conseguiremos mentir para nós mesmos por muito tempo, ou por todo o tempo ....

As máscaras perdem a eficiência principalmente naqueles dias que a alma nos pega de jeito, nos dias que as nossas verdades não aceitam tapeações e deixam nossas feridas expostas ... nesses dias, não há como fugir ...ou sucumbimos ou nos superamos, mas mentir, atuar ou fingir não é mais opção.

Olhar com honestidade para o espelho, em busca de livrar-nos das imposições externas, de expectativas externas....desfazer das máscaras, desmontar os personagens, reconhecer a diferença que existe entre a minha defesa e o aquilo que sou de verdade, é o primeiro passo para o "tomar posse de si mesmo". Apropriar-se da paz e da força que vem a partir do momento em que você descobre que não precisa fingir, que não precisa atender as expectativas externas violentando a si mesmo, é o grande ganho nisso! 

O processo terapêutico tem essa função. Servir de espelho. O terapeuta tem a função de nos ajudar a olhar esse espelho, descobrir que não há nada mais empoderador, e libertador que a verdade, ou o autoconhecimento. Não há nada mais incrível que descobrir que existe alguém de verdade, escondido atrás de personagens exaustivos, um alguém que pode amar e ser amado, que pode caminhar com as próprias pernas e ser produtivo, um alguém que pode ser feliz, feliz de verdade. 

Felicidade não é colocar, a todo custo, um sorriso eterno no rosto. Felicidade é sinônimo de libertação e de verdade.

É possível ser feliz apesar das dores e das faltas. 

É possível viver sem trair a si mesmo. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A VIDA É SIMPLES ASSIM



Estou nos EUA por uns dias. Vim ver meu filho que mora aqui e, daqui irei para o Brasil para o casamento de um sobrinho. 

Sair da Coréia onde moro, passar por esse país que vivi por dois anos, encontrar pessoas; e seguir para o Brasil é suficiente para mexer muito com minha cabeça.

Na Coréia está o meu amor, e é um país que amei de cara. Nos EUA está um filho, e no Brasil tem meu trabalho com o qual sou completamente identificada, estão minha mãe e irmãs, além de um filho amado. Sinto que fico dividida entre esses lugares. 

Adoraria ser uma pessoa menos reflexiva, mas não consigo. Penso o tempo inteiro. Estou o tempo todo me perguntando sobre o significado das coisas e da minha vida. Adoraria simplesmente vivê-la, mas não sou assim. Não acredito que a vida exista apenas para que possamos nascer, crescer, trabalhar, ter filhos e os criar, lutar para ganhar dinheiro e até mesmo para tentar guarda-lo, e em algum momento, que não sabemos qual é, morrermos. 

Talvez seja apenas isso mesmo, mas confesso que tem uma parte em mim que não me se conforma e insiste em fazer mil perguntas e fica inquieta o tempo todo. 

Quando essa parte inquieta fala, penso que podíamos descobrir algo que mudasse a vida das pessoas. Penso que poderíamos falar ou fazer algo que se torne importante significativo para alguém, mas percebo no fim, que tudo não é mais nada que um medo de desaparecer, ou um medo da morte do ego. 

Hoje Sonia Nemi, que é psicoterapeuta na Bahia e uma pessoa muito querida para mim, escreveu isso no facebook: 

"O que eu estou pensando? Em como de repente eu senti que estou entrando numa nova etapa da minha vida, vendo minha missão de vida com mais objetividade que antes e cada vez mais determinada a viver a vida de modo monótono; do jeitinho que a felicidade é, sem jogos!"


Fiquei encantada, nem ao certo sei o porquê, mas ela conseguiu falar de forma clara e precisa sobre um outro olhar sobre a vida. Um olhar que tenho experimentado e confesso que um pouco relutante em me render, mas que tem me proporcionado muito prazer. A minha vida é simples, gosto dela. Não quero os jogos competitivos que nos deixam na ansiedade para ganhar e no medo de perder. Não quero ganhar nada. Quero apenas a vida simples de quem é feliz. 

Quero fazer o que tem que ser feito. Acredito que temos que compartilhar aquilo que temos de melhor, com aqueles que precisam. Acredito que não podemos guardar nossos dons num baú, temos que revela-los e realiza-los. 

Obrigada Sonia, por hoje ter descrito com tanta simplicidade a minha sensação nesse momento. O que voce me disse, é que não preciso ter medo de sair do sânsara. O que voce me disse, é que posso me render a isso que me chama sem achar que estou desistindo de uma luta, mas sim que estou recebendo os louros dela, que é a possibilidade de simplesmente vive-la.

Se vivemos a nossa vida, cumpriremos a nossa missão. 
Se fazemos isso, temos paz. 
Temos a "monotonia" que a felicidade proporciona. 
Romper com a loucura da "Roda de Sânsara", que nos coloca o tempo inteiro na geração de Karma, é encontrar o sentido da vida.


Que isso seja possível para você, Sonia querida, para mim e para todos que entrarem nessa portal. 

Que as buscas cessem, e que reconheçamos que o encontro já existe.

Que possamos sentir que a vida já é. 
Não existem mistérios, ela é simples e assim.

Ludmila Rohr

sexta-feira, 8 de julho de 2011

EU ERA FELIZ E SABIA !!!!

Tenho muita pena da pessoa que com pesar, constata que "Era feliz e não sabia"

Pra mim essa frase diz respeito a um arrependimento de não ter curtido ou mesmo valorizado algo que tinha, e que só percebeu quando perdeu e não a  tem mais. 

Não lembro de ter sentido isso na minha vida. Não lembro de ter usado essa expressão, de forma séria, alguma vez. A minha necessidade de viver cada dia como se fosse o único me coloca em contato com uma noção do presente e com uma vivência intensa dele. Não sobra espaço para arrependimentos de algo que não vivi por que fui descuidada ou por não ter valorizado o suficiente. 

Ontem nessa minha quarta semana em Salvador, fui a um restaurante em Itapuã que fez parte da minha vida por muitos anos. Eu e meu marido o freqüentávamos quase todas as semanas nos últimos 15 anos que moramos em Salvador. Conhecíamos todos os garçons, e escolhíamos nossos pratos sem nenhuma necessidade de olharmos o cardápio, de tão familiar que ele nos era. Desde que mudamos para os EUA, não tínhamos voltado lá. 

Além do atendimento e comidas perfeitas, esse lugar nos evoca tantas boas lembranças.... Quando saí do restaurante pensei que se eu tivesse que voltar a morar no Brasil hoje, eu voltaria feliz. Me dei conta de uma sensação deliciosa de alegria. A única frase que vinha na minha mente era: "Eu era feliz e sabia!" Sempre soube...

Uma vez ouvi um ensinamento indiano em forma de parábola. Era assim: 

"No portão que dava acesso a uma pequena vila na Índia, morava um sábio e seu discípulo. Cada pessoa que entrava na vila conversava com o sábio, as perguntas mais comuns eram a respeito de como eram as pessoas que viviam naquela vila. A essa pergunta, o sábio sempre oferecia uma outra pergunta como resposta. Dizia: Como eram as pessoas do lugar onde voce vivia? Algumas pessoas respondiam, - eram más, egoístas, invejosas...por isso saí de lá. Outras diziam: - Eram muito boas, amigas, companheiras, solidárias...foi uma pena deixá-las. A ambas as respostas, o sábio dizia a mesma coisa: - As pessoas daqui, são como as de lá. Seus discípulo ouvindo isso questionou o porquê do sábio "enganar" aqueles viajantes, o que ele respondeu com um ensinamento belíssimo, não as estou enganando, só podemos ver do lado de fora, aquilo que temos dentro de nós. As pessoas sempre encontrarão a si mesmas, independente do lugar que forem."

Quando eu cheguei em Houston, me peguei olhando com encantamento para tudo que a cidade tem de muito bom! Adoro aquela cidade, por mais que veja seus defeitos, não existe a menor chance de sair de lá com algum tipo de sensação de que vivi algo que não gostei, ou de que perdi tempo da minha vida. Adoro aquele lugar e sentirei saudades dele, assim como de todas as pessoas que conheci lá. Tenho certeza de que terei tantas histórias pra contar, tantas boas lembranças... sou feliz em Houston. 

Existe uma chance grande de mudarmos em breve para Seul na Korea. Essa mudança não me assusta, muito pelo contrário, fico extremamente excitada em pensar que poderei passar um tempo conhecendo países asiáticos. Daquele continente apenas conheço a Índia e o Nepal. Morando lá, terei chances de conhecer Japão, China, Laos, Cambodja, Vietnan... só em pensar nisso fico animadíssima. Embora muitas pessoas achem estranho minha animação e tentem me deixar preocupada por ser um país de uma cultura tão diferente da nossa, não consigo deixar de achar que terei experiências incríveis lá. 

Vivi toda minha vida em Salvador na Bahia, nasci e cresci nessa cidade que amo. Conheço seus defeitos. Acreditem, não sou bairrista a ponto de ficar cega para eles, assim como não sou deslumbrada com os EUA para não perceber que assim como aqui, eles também têm seus problemas. Diferentes dos nossos, mas eles também os têm. 

Realmente acredito no ensinamento da parábola do sábio indiano. Acho que o lugar é apenas um lugar, e que não adianta mudar de lugar tentando fugir de algo, pois seus conteúdos e seus olhos irão junto com voce. A simples mudança geográfica não muda a sua forma de lidar com as coisas que estão do lado de fora. É preciso uma reflexão profunda e um reconhecimento da sua responsabilidade pessoal nisso para que algo realmente mude. Conheço pessoas que fugiram do estresse das cidades grandes, em busca de uma vida bucólica no campo, e que vivem muito estressadas com os ruídos dos sapos e das corujas. Mudanças externas precisam vir acompanhadas de mudanças internas para que de fato funcionem. 

Me dou conta de que amo Salvador e que poderei voltar a morar aqui e serei feliz. Amo Houston, ficarei com saudades de lá...amarei Seul...tenho certeza disso, porque um dos meus mantras pessoais e que me definem é: "O que existe aqui, existe lá. Se não existe aqui, não existe em lugar algum."

Eu era feliz em Salvador, sempre soube e disso. Sou feliz em Houston, (apesar dos dias de saudade imensa) não podia ser diferente. Serei feliz em Seul ou em qualquer lugar que eu for.

Ludmila Rohr

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"SER FELIZ É UMA RESPONSABILIDADE MUITO GRANDE..."

 Essa é uma frase da incrível Clarice Lispector. Na verdade ela ainda completa e diz que : "Poucos tem coragem". 

Concordo. Parece uma ironia, já que o que mais se fala, e se busca é a felicidade. As pessoas gastam dinheiro com livros e mais livros de auto-ajuda em busca da felicidade. Fazem cursos de meditação, fazem psicoterapia e muitas outras coisas, em busca da felicidade. 

Cientistas pesquisam os hormônios relacionados a felicidade. Tentam criar medicamentos que ofereçam algum prazer as pessoas. Palestrantes ganham dinheiro ensinando as fórmulas da tão sonhada felicidade. 

É comum a associação de felicidade com beleza, riqueza, saúde, magreza, sucesso, casamento, filhos...etc.. Mas existem pessoas ricas e bem sucedidas, lindas, magras, saudáveis, casadas, com filhos e ainda assim, infelizes. Elas nos ajudam a desconstruir  essa crença.

As pessoas costumam reagir com estranhamento diante da notícia de que um famoso, ou um lindo que comete o suicídio, ou está deprimido, ou com Síndrome do pânico. Dizem: mas como pode? ele é tão lindo! ou , como pode uma pessoa rica e linda ser infeliz

Por outro lado também é comum nas falas prontas que afirmam que felicidade é incondicional. Que ser feliz é uma condição interna. Que as pessoas felizes são as desapegadas, ou as que não guardam mágoas, ou aquelas que tem uma capacidade de se renovar, a famosa resiliência. Que pra ser feliz nada é preciso, basta amar. 

Bom...acho que tudo isso deve ser verdade. Acho também que é muito complicado falar sobre Felicidade devido a simplicidade que isso exige.

Invariavelmente, no consultório, as pessoas me procuravam por que não estavam felizes. Reclamavam dos casamentos, dos empregos, das profissões, do país, da condição financeira...e por aí vai. Queixas de infelicidade justificada de várias formas. Percebia também que as pessoas que mais rapidamente começavam a fazer contato com a tal felicidade, eram aquelas que mais coragem e disposição tinham para mudar.

Aquelas que se apegavam às queixas ou que culpavam o outro por sua infelicidade, eram as que mais dificuldade tinham. Parecia que tinham um "gozo" na queixa. Sempre que eu oferecia alguma alternativa por via de perguntas, que pudessem levá-las a algum lugar diferente, elas respondiam que já haviam tentado, ou que eu não havia compreendido a dimensão do problema delas, ou que aquilo não ia funcionar. Facilmente a culpa era minha, como terapeuta de não haver entendido bem a questão, e escorregavam da terapia.

As pessoas que encaravam algumas mudanças, errando ou/e acertando, relatavam que se sentiam melhor, que sentiam-se mais fortes, mais animadas, mais encorajadas. Elas, pelo simples fato de fazerem algum movimento em suas vidas, sentiam-se mais felizes. Parece que o ato de "tomar as rédeas" da própria vida e serem agentes transformadores, trazia essa sensação.

Por isso tenho que concordar com Clarice, quando ela diz que nem todos tem coragem, por que é realmente preciso de coragem para ser feliz. É preciso coragem para assumir a responsabilidade pelas mudanças necessárias. É preciso coragem para deixar as queixas de lado e fazer o que deve ser feito. É preciso coragem para abrir mão das fantasias de completude, e ser feliz com o que se é. Deixar o "leite derramado" pra trás e ser feliz apesar das faltas, apesar das dores.

Quando perguntado sobre o que era Felicidade, o Dalai Lama responde: "Que morram os avós, os pais e os filhos. Nessa ordem". Isso é felicidade, que a vida corra seu percurso natural. Simples assim.


Ludmila Rohr

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FUI SER FELIZ E NÃO VOLTO....

 Uma ex-aluna e querida amiga escreveu esse bilhetinho (da foto) para ela mesma lembrar dessa frase que escrevi aqui no blog, como se fosse um mantra, no post anterior. Ela fotografou o bilhete e me mandou... Disse que colou na cabeceira da cama pra não esquecer... Amei.

É óbvio que a frase não é minha, gostaria de que fosse, coloquei o nome do autor (o fantástico Caio F. Abreu) no post, mas ela é minha por adoção. Pois é,...adotei essa frase como minha, claro que toda vez que a menciono eu cito o nome do pai biológico, mas ela é minha por adoção. Não é roubo...pois reconheço a paternidade legítima, mas como aceito adoção como um ato legítimo,...acho que o Sr. Caio não ficará aborrecimento com isso.

Essa frase é minha e adoraria que fosse de muito mais pessoas...penso que o Caio (o pai), também amaria que muita gente a adotasse, pois assim a vida seria muito melhor para todo mundo.

"Estou me afastando do que me atrasa, me segura e me retém. Fui ser feliz e não volto." 
(Caio Fernando Abreu)

Nunca acho que o meu inimigo está fora de mim e já escrevi sobre isso, inúmeras vezes aqui nesse blog. Penso que os meus inimigos estão dentro de mim, mas coisas e pessoas do lado de fora, podem provocar em  mim sentimentos, sensações e reações que me atrasariam... É claro que um Buda não precisa eliminar os inimigos externos, ele os enfrenta, enfrentando a si mesmo; mas...estou longe de ser um Buda...ou mesmo algo próximo...sou tão humana..tenho sentimentos que nem eu mesma gostaria de ter, mas os tenho...Tenho vontade de fazer coisas, que nem eu mesma aprovo, mas reconheço que isso existe dentro de mim..

Busco a consciência desses "ventos" internos...mas, enquanto isso, enquanto não consigo ter total poder sobre eles, preciso estar ciente daquilo que não me faz bem...das pessoas e situações que não agradam a minha alma. Preciso saber me proteger daquilo que não me serve.

Meu coração, minha intuição falam alto...as vezes, apesar de escutá-los, os desobedeço...sempre me arrependo depois. Sempre. 

Por isso...quero agradecer a Vanessa que me deu a idéia linda e simples de colar esse lembrete na minha cabeceira...na geladeira quem sabe, mas nunca esquecer dele... Obrigada Vanessa...
Esse sorriso é pra voce e para todos que simplesmente não tem mais tempo para a infelicidade!!!



Sejamos Felizes...mesmo tristes ou preocupados...sejamos FELIZES!!!


P.S. Quem fizer o mesmo que Vanessa, escrever e colar essa frase em algum lugar...por favor...tire foto e me envie!!!!! Vou postar aqui...vou colecionar!!!

As fotos das frases começaram a chegar!!! Essa veio de Ana Aguiar, de Lake Jackson-TX






Essa foi Edna Santana, seguidora desse blog que me enviou!!!!











Essa veio da Bahia de Daiane Seixas!!!!











Essa foi enviada por Edineide Oliveira!! Linda não?
Essa foto que ela usou, eu também usei pra ilustrar um outro post aqui no Blog! Amei isso!!!!














Essa frase que amo tanto foi enviada por uma amiga linda que tenho do Twitter e do Facebook....ela é do Rio, ama Gatos e se chama Ana Paula Xavier!!! Amei!!!









Essa foi Simone Jamil...amiga de infância..que não vejo desde que tínhamos uns 15 anos...Estudamos juntas nosso primário, na Escola Rita de Cássia na Av. Princesa Isabel na Barra em Salvador! Boas lembranças...








Essa veio da linda Tatiana Gaião do RJ!!!
Linda modelo e miss Plus Size!










Edineide Oliveira mandou essa!!!
Em uma caneca!!!! (ela sabe que eu amo canecas)


A frente e o verso!!
Amo essa imagem!!
Essa imagem ilustra um post meu aqui no Blog!









Da linda e querida Daiana Souza (ex-aluna) de Salvador!!!

Vejam que coisa linda!!!! Não volte mesmo!!!




Da minha linda e querida amiga Deise Berleze do RS!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo de VERDADE! *

 Nessa época do ano, são comuns as reflexões sobre o que fazer no ano que inicia, sobre as pendências, o que deixamos de fazer e o que gostaríamos para o ano novo. Em todas as revistas, jornais escritos e falados, esse será um tema de pauta. Sentimos que com a simples mudança do ano, as nossas forças se renovassem e que pudéssemos cumprir promessas e metas que não conseguimos durante o ano que está findando. É comum as pessoas buscarem ajudas nas previsões astrológicas, numerológicas ou com videntes....e é mais comum ainda, nesse período, novas promessas e metas serem feitas (ou refeitas).

De fato quando um ciclo se fecha, a possibilidade de abrirmos o ciclo que se inicia com energias renovadas existe. Podemos fazer rituais de passagem, entregando o Ano Velho, e recebendo o Ano Novo, que normalmente são rituais simples, lindos, motivadores, que trazem ânimo e renovam a esperança e a autoconfiança. Quem não os faz nas tradicionais festas de Reveillon, ou mesmo em suas igrejas, ou até mesmo sozinho? Entretanto, sem querer estragar a festa, é preciso que além do Ano Novo que está chegando, que uma pessoa nova, chegue também. Caso contrário, apenas o ano mudará, mas a pessoa continuará a mesma, e sendo a pessoa a mesma, os padrões de comportamento, os hábitos, a forma de se relacionar com a vida e com as pessoas será a mesma...então nada muda?..temo que não, ou no máximo, algumas coisas mudam por uns dias apenas..os dias que a energia de euforia e animação de Reveillon conseguir sustentar.

Então, se você realmente quer um ano novo, que dure mais que a primeira semana de janeiro, é preciso então olhar-se no espelho com muita honestidade e buscar dentro de si mesma as mudanças que quer para a sua vida. Isso é possível! Acredite, só você pode mudar alguma coisa na sua vida e para isso, as mudanças precisam vir de dentro. As mudanças externas como, um carro, o iPhone novo, corte de cabelo, uma nova cor no cabelo, são mudanças que oferecem uma energia fugaz que alimentam por algum tempo (pouco) para que você possa encarar as reais mudanças que precisa fazer dentro de si. Por que só essas são perenes, só as mudanças internas são de fato reais, e têm o poder de transformar sua vida.

O que fazer então nesse fim de ano e começo de um novo ano? Quero ajudar o leitor desse artigo a refletir sobre como realizar mudanças consistentes nas suas vidas e que correspondam aos seus reais desejos de mudança. Infelizmente não existe um manual para isso, mas existem reflexões possíveis e simples que podem promover uma motivação verdadeira para que as mudanças ocorram. Mas darei aqui algumas dicas que certamente te ajudarão a ter um Ano realmente Novo!

Pra começar, que tal se dar de presente uma autoavaliação amorosa? Experimente aceitar esse convite que estou lhe fazendo de buscar em si mesmo as energias, e os porquês para as mudanças, e os motivos para isso. Quanto aos motivos, cabe uma explicação um pouco mais elaborada. Os motivos legítimos para uma mudança devem ser seus. Não funciona mudar para agradar o outro, ou por que o outro quer isso. Muitas vezes as pessoas vão mudando tanto para agradar ao filho, marido, pai e mãe...que se transformam em algo que nem elas mesmas se reconhecem. Então, só repassando: A motivação perfeita para uma mudança tem que ser VOCE, por você e para você! Estamos entendidos?

Já que a motivação correta está clara, que tal começar por rever comportamentos velhos que você já conhece e que nunca te levaram a lugar algum? Que tal se colocar diante do espelho que citei antes, de forma honesta e tentar além de se olhar, se VER! Que tal abrir o coração de forma corajosa e esvaziá-lo das mágoas, das invejas, dos medos de mudanças verdadeiras? Que tal livrar-se do que já não serve mais para você, mas que ainda as mantém por puro apego e comodismo? Que tal se perguntar de forma corajosa, qual o seu desejo, e em seguida se perguntar o que tem feito em prol dele? Que tal abrir os olhos para o que a vida tem de real, e se disponibilizar para as desilusões?

Como assim se disponibilizar para as desilusões? Calma, quando falo em desilusão, não estou te desejando um ano de infelicidades, muito pelo contrário. Desejar um ano novo repleto de desilusões é o mesmo que desejar ter uma vida de verdade! É o mesmo que desejar uma vida livre das ilusões que nos mantém tão longe da felicidade e dos prazeres verdadeiros. A vida cheia de ilusões é uma vida de “mentirinha”, ou uma vida de “faz-de-conta”. A pessoa faz-de-conta que é feliz, faz-de-conta que está realizada, faz-de-conta que se sente amada e respeitada e assim por diante.

A vida de mentirinha é uma vida que qualquer vento pode desfazer e por isso mesmo, ela é cansativa. Manter as ilusões dá muito trabalho. É preciso um esforço permanente para cuidar que a ilusões não se desmanchem, e o custo disso é altíssimo. Pagamos a manutenção das ilusões, com a nossa espontaneidade, com a nossa naturalidade, abrimos mão de prazeres verdadeiros e possibilidades concretas de sermos felizes e nos transformamos em algo tão distante da nossa natureza, só para que as ilusões e farsas não se desmanchem. Será que vale a pena? Responda sinceramente, tem valido a pena?

Uma vida de Verdade, ao contrario da vida de ilusões, também tem dores e prazeres de verdade, mas nos oferece um chão seguro para caminharmos, nos oferece consistência. No chão seguro da realidade, podemos operar as mudanças que queremos na nossa vida, sentiremos nossos pés pisando em terreno firme, e teremos condição de caminhar com passos seguros, ao contrario das areis movediças da ilusão. Dessa forma podemos desenvolver mais autoconfiança, que é um sentimento interno que fala nos nossos Ouvidos, a partir do nosso coração, e diz: “Você pode! Acredite em você!”.

Depois das desilusões quero te desejar também uma vida que não seja “bege”!
Vamos lá, vamos entender o que é uma vida bege, ou o que é uma pessoa bege, ou que se transformou em alguém bege.
Eu chamo ter uma vida bege, aquelas pessoas que não fazem a menor diferença, elas não contribuem em muita coisa, elas são bege, ou seja, qualquer cor combina com ela, ela se adéqua a qualquer ambiente, como se não tivesse personalidade ou desejos próprios. O bege não tem desejos, quem determina é o vermelho, ou o verde, ou o preto. O bege está ali para compor. Ninguém vai sentir falta, por que ele também não se posiciona.

Não seja bege! No nosso coração, na nossa alma cabem todas as nuances das cores. Temos vários momentos diferentes e com muita variação de cor. Os nossos sentimentos e desejos determinam isso. Podemos vibrar intensamente nossa alma a ponto dela ganhar vibração e cor! Podemos sair dos tons pastel, numa boa, podemos até ter emoções com cores que não combinem muito...mas não devemos passar pela vida sendo bege!! Merecemos uma vida como uma grande tela que comporte nossas emoções, que caibam os nossos pensamentos e opiniões, merecemos uma vida em que a nossa expressão tenha um significado e uma importância. Não seja bege!

A nossa alma pode descongelar, ou sair da anestesia e vibrar! Deixar a vida de verdade entrar nela! Não dá pra viver a vida colocando os sentimentos debaixo do tapete. Voce pode chorar, rir, gozar, amar, ter medo e arriscar. Entretanto, quando abrimos a alma para os sentimentos e para os desejos, nos damos conta de que nem tudo são flores, que existem as frustrações, existem as decepções, existem as dores próprias da vida. Se você está esperando uma vida só de prazeres, comece a rever isso, pois quando abrimos ou descongelamos nossos corações, estaremos nos abrindo para SENTIR, sentir tudo que é pra ser sentido. Sentir as dores e os prazeres de ser quem você é! Isso é estar inteiro e consciente de si mesmo e conectado com os sentimentos.

A terceira e última coisa que quero desejar pra você nesse ano que começa é: RESPIRE! Isso mesmo que você está lendo: Respire! Ao inspirar abra a o peito e deixe o ar entrar com vontade! Ao Expirar deixe o ar velho sair. Faça isso, conscientemente várias vezes ao dia! A sua respiração não vai parar se você não fizer isso. Seu corpo vai continuar respirando. Eu estou falando de respirar porque quer e não apenas porque precisa! Respire profundamente querendo respirar, e descubra o imenso prazer que existe nisso!

As pessoas se assustam quando eu recomendo que respirem. Muitos clientes no consultório se espantam quando eu interrompo uma fala que está automatizada e digo: respire! Respire, e fale isso outra vez! Respire e SINTA isso! Elas reagem: “mas eu estou respirando!”, eu digo: “não, você não está. Seu corpo está respirando, mas você não está”.  Respirar possibilita o sentir!

A respiração é o melhor, e mais eficiente instrumento que temos (e de graça) para nos colocar no único tempo que existe: o presente. Quando respiramos conscientemente, nossa mente que vagueia entre o passado (depressão, melancolia) e o futuro (ansiedades), volta imediatamente para o presente. Respirar querendo respirar traz paz e quietude, nos coloca no tempo em que isso é possível, o AGORA!

O que de melhor posso desejar para as pessoas é que as desilusões se desfaçam, que as cores voltem a brilhar na sua alma, que a vida de verdade apareça, e que cada um deles possa contar com os amigos de verdade, mas que acima de tudo cada um deles possa contar com sua energia interna, com o Deus que habita seu coração, com a força que pulsa nas suas vísceras, com sua mente lúcida, determinada e assertiva...e que RESPIREM! Respirem com o peito aberto para o Ano Novo que está chegando!

Feliz Ano Novo de Verdade!
Ludmila Rohr
* Esse texto foi publicado na edição de dezembro da Revista do Yacht Club da Bahia

domingo, 22 de agosto de 2010

O lugar perfeito!

Vim morar nos EUA porque meu marido está trabalhando aqui e porque achei que seria uma boa experiência passar um tempo fora. Após 8 mêses, passada a fase natural de encantamento, consigo ver defeitos..porque antes só via qualidades. 

Isso pra mim, não tem a menor importância, se um lugar tem defeitos...porque nunca tive alguma ilusão a respeito de pessoa alguma, quanto mais de lugares. Temos defeitos e qualidades, todos nós e todos os lugares, inclusive isso aqui.

Não suporto as construções todas serem de cor bege...todas as casas , todas as lojas são iguais e bege! Não suporto a mania que eles tem de colocar molho em tudo. A comida tem gosto dos molhos..detesto...Adoro o trânsito..a educação no trânsito é espetacular. Nada é mais lindo do que uma experiência no Stop Sign, as pessoas param em cruzamentos e saem uma de cada vez, por ordem de chegada. Lindo!

Poderia passar o dia fazendo listas do que gosto e do que não gosto daqui e muito mais ainda de Salvador, que é o lugar que eu conheço e que vivi minha vida toda! Mas essa não é a questão.

Adoro comprar tudo que compro aqui, roupas, botas, sapatos, maquiagem, cremes, perfumes..Adoro!...adoro minha geladeira americana enorme linda, adoro o fogão que é elétrico, enorme, maravilhoso...mas, sinceramente, NADA disso me faz feliz, nada disso faz ninguém feliz! 

Sou uma pessoa feliz porque me busco..e não quero me auto-enganar. Gosto de mim apesar dos meus defeitos...não quero deixar de vê-los! Assim como amo Salvador, apesar de todos os defeitos dela...amo e pronto!

Alguém não precisa ser perfeito pra que tenha o meu amor...um lugar também não precisa. O lugar bom, é aquele onde me realizo...onde me sinto útil, onde sinto que estou crescendo. Posso fazer isso em qualquer lugar ou não. Enquanto esse for um lugar que me propicie algum crescimento, aqui será um bom lugar. No dia que eu entender que nada aqui me faz crescer...que meu coração não está em paz...não há geladeira, perfumes e sapatos que me convença a ficar!

Hoje estou triste. Hoje sinto falta de tudo da minha vida que eu amo lá em Salvador. Sinto falta de ser útil e produtiva. Sinto falta de sair pra trabalhar e voltar cansada. Sinto falta dos dengos que Nil me fazia, sinto falta de ver o mar e as cores que lá existem e que aqui não. Se estou infeliz? Não, não estou. Hoje estou triste. Hoje estou em contato com a falta. Posso lidar com isso, sem achar que é infelicidade, da mesma forma que posso adorar passar um dia em um lindo Mall, e não confundir isso com felicidade.

A tristeza da falta não me deixa infeliz, assim como a opulência do consumo não me faz uma pessoa feliz.

Hoje...o que eu queria..ter acordado em Salvador, na minha casa que eu amo e que meus filhos foram criados...ficar lá sem fazer nada...sair pra dar uma volta de carro de tarde e ver o pôr-do-sol no lugar mais lindo que existe no mundo...o Farol da Barra...beber uma água de coco geladinha, passar no Rio Vermelho e comer a melhor Pizza que existe no mundo e voltar pra casa...

Simples e perfeito assim.

Ludmila 




terça-feira, 17 de agosto de 2010

Não tenho paciência para queixas...

Imagino que todos querem a felicidade. Certo.
Imagino que todos fariam qualquer coisa pela felicidade. Errado.

Sou psicóloga..tenho muitos anos de consultório. Nesses anos vi muitas pessoas crescerem, enfrentarem suas dificuldades, atravessarem seus medos, suas sombras, seus fantasmas, tudo porque desejavam , buscavam a felicidade.

Vi pessoas crescendo, por se superarem. Por conseguirem coisas que supunham não serem capazes. Essas pessoas conseguiam entender que o "inimigo" estava nelas mesmas...elas se enfrentavam...saiam da queixa, abandonavam o lugar de vítima e pagavam o preço que fosse para serem felizes. 

Algumas largavam empregos ruins, rompiam casamentos falidos, cortavam relações com pessoas destrutivas, diziam coisas duras, mas necessárias para filhos e amores, mudavam comportamentos negativos... Normalmente, eram altos os preços, mas elas pagavam...e conseguiam.

Nunca tive muita paciência com queixas. Uma coisa é o desabafo..outra é a queixa. O queixoso, se alimenta disso. Ele se alimenta da própria queixa. Ele se alimenta da atenção ou piedade que a queixa desperta no outro. Ele goza nesse lugar especial de vítima.

Nunca tive muita paciência com queixosos, nem ao menos sou boa em ouvi-los. Quando sinto que na verdade, eles não pretendem uma mudança, quando sinto que eles de fato não querem receber uma orientação e nem estão dispostos a ouvi-la, percebo que o que de fato eles querem é a piedade e a admiração da platéia enternecida com quanto eles sofrem. Nesse momento, eu saio da platéia. Não consigo alimentar esse comportamento, porque não suporto a inércia e principalmente, porque acho que pagaria qualquer coisa para ser feliz. Faria qualquer coisa pra não ser vítima, e nem suportaria o olhar de pena sobre mim.

Essa semana visitei aqui em Houston, uma unidade prisional feminina, que é intermediária entre a prisão e a liberdade. Mulheres e meninas estão ali. Fiquei chocada em ver garotas de 17 anos presas, com roupas de prisão, mas aqui é os EUA, e assim é a lei. Conheci um trabalho voluntário que ajuda essas pessoas a encontrarem nelas mesmas forças e recursos para voltar ao mundo aqui fora. Elas estavam aprendendo a respirar e a ficar dentro delas mesmas... No fundo, esse trabalho visa mostrar que elas tem um lugar dentro delas, que é um lugar de poder, um lugar de força, e que nesse lugar elas podem encontrar energia para enfrentar as dificuldades do mundo real.

Esse trabalho não as transformam em vítimas da sociedade, muito pelo contrário..me pareceu que não existe lugar pra queixas, e sim para a responsabilidade sobre si mesmas. Elas aprendem a não serem vítimas e serem agentes da própria mudanças. Provavelmente algumas conseguirão e outras não. É assim. Quem idealiza um trabalho desse sabe que o sucesso é sempre relativo e não absoluto. Aprende também a achar que nesse relatividade está o absoluto.

Não tenho paciência para queixas...tenho muita energia de acolhimento, mas muito pouca para receptáculo de lamentações. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sou assim....e acho que se tiver que cortar uma parte de mim fora, pra ser feliz...eu faria. 

Torço muito por aquelas meninas que vi na prisão, especialmente por uma que usava trancinhas e que tinha  uma carinha que podia ser minha filha. Não aceitem o papel viciante e grudento de vítimas, sejamos todos agentes ativos da nossa própria vida e felicidade!

Ludmila Rohr

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sou Tântrica ou, Minhas vísceras vibram!!!!








Estou num momento bem interessante da minha vida. Essa semana volto a Salvador pela primeira vez desde nossa mudança para os EUA em dezembro. Nunca fiquei tanto tempo longe da minha cidade. Nunca fiquei tanto tempo longe das pessoas que amo e do meu trabalho. Hoje já não acho que foi muito tempo...nem tenho noção desse tempo...hoje acho que só existe o hoje.

Me sinto feliz aqui em Houston. Tive pouquíssimos momentos de tristeza ou de falta desde que cheguei aqui, e isso devo a minha forma de encarar a vida. Sou Tântrica. Definitivamente sou Tântrica.

Existe uma frase que amo muito que define o Tantrismo. Ela é assim: "O que existe aqui, existe lá. O que não existe aqui, não existe em lugar algum."....Adoro essa frase...penso exatamente assim. Por que pensar que minha felicidade está em outro lugar que não esse que estou? Não é um perda de tempo pensar que a vida seria melhor se fosse assim..ou assado...se estivesse ali, ou acolá...? Não é estupidez pensar que existe alguma coisa que me faria feliz ou completa, que não esteja aqui e agora? 

Penso que o Tântra me deu uma visão muito clara de realidade, desfazendo ilusões e fantasias de algo que seja melhor do que aquilo que tenho ou que posso fazer agora.

Pensar assim, não me faz uma pessoa pobre de sonhos..sonho muito...desejo até mais do que gostaria, muito pelo contrário...exatamente porque tenho uma noção (que penso ser boa) de realidade, posso sonhar sonhos possíveis..e posso desejar muito...

Quem me conhece sabe que nunca penso pequeno..é estranho dizer isso, mas é verdade. Nunca acho nada inalcansável ou impossível. Não existe nada que eu não pense ser possível realizar. As vezes fico aborrecida e até mesmo entediada quando vejo pessoas colocando dificuldade na realização de coisas tão simples....acho um desperdício de energia, pensar nas dificuldades..sempre penso nas possibilidades...sou assim.

O Tântra me ensinou que não existe lugar mais completo e perfeito que esse aqui, esse agora. Esse é o lugar da realização, esse é o lugar da força e do Poder.  Tudo só é possível a partir desse lugar...e se concentro minhas forças nele..tudo mais se desenrola...tudo mais, como uma Rede (essa é tradução da palavra Tântra)...como uma Teia...Trama...vai se construindo em todas as direções...e para sempre...porque o sempre é hoje..o sempre é agora.

Hoje filosofava virtualmente com uma amiga sobre a necessidade de  se "trocar de pele", de não nos prendermos a aparências ou mesmo a rótulos e adjetivos. Sempre tive muita aversão a isso. É muito comum estar vestida de saia indiana de manhã e à tarde com scarpin vermelho..., ou quando alguém faz um comentário dizendo algo tipo: "Você é calma!" , ou, "Como você é corajosa!"..e eu sempre respondo: "Também!"..Essa é minha resposta libertadora. Dizer que sou "também", me libera da obrigação de ser aquilo. Por que no fundo no fundo..quero poder ser qualquer coisa..quero poder ser o meu hoje, o meu presente..o meu agora.. 

No fundo não quero me sentir na obrigação de ser qualquer coisa que seja projeção do outro sobre mim, quero ser eu mesma, e ser eu mesma, é ser um dia de cada vez...ou melhor, um momento de cada vez.

O meu presente agora, é que descobri que tenho duas casas..que moro em Salvador e também em Houston..que tenho muitas amigas lá e aqui também...que posso ser feliz aqui, acolá..em qualquer lugar!!!

Meu coração e minhas vísceras estão nesse momento muito excitadas, por que amo viver assim, porque tenho uma excelente sensação a meu respeito...minhas vísceras falam de mim agora..e elas dizem que estou feliz!

Namastê

Ludmila



domingo, 18 de abril de 2010

MOMENTOS ORGÁSTICOS!!!



Quando sobrevoei o Himalaya pela primeira vez ( fui mais duas vezes depois dessa), pensei: Posso morrer agora! Não que eu quisesse morrer (nunca quis), mas era uma sensação tão grande de plenitude e paz, que entendi que é assim que a morte deve ser! Paz, libertação..plenitude...

Isso é que chamo de momento orgástico, pois o orgasmo não deixa de ser uma pequena morte, os franceses chamam de " La Petit Mort", é um estado de entrega, de libertação, que produz um prazer que é mais do que corporal, é na alma!

Já tive muitos momentos orgásticos na minha vida....Muitos deles absolutamente inesquecíveis ...mais inesquecíveis do que qualquer orgasmo que o sexo tenha me proporcionado, por mais deliciosamente prazerosos que eles tenham sido!

Nesses momentos orgásticos, todo o meu corpo é envolvido por minha emoção, eu estou absolutamente mergulhada na experiência, e é como se nada mais existisse na vida, além daquilo que estou vivendo ali. Não existe passado nem futuro, por mais próximos que eles estejam, só o presente...só o exato instante...só a minha respiração daquele segundo...só a intensidade maravilhosa de estar inteiramente consciente de si mesma e naquele exato instante...

Imagino a minha morte assim, talvez por isso não tenho medo dela. 


Fico muito feliz por muitas experiências orgásticas que eu tenho me proporcionado em vida! Descubro que quanto mais intensa e inteira aprendo estar na minha vida,  menos medo tenho dela e por consequência menos medo da morte também, e posso viver mais e mais intensamente sem medo de viver ou de morrer.

A semana que passou, fui a um show de Elton John. Adoro tanto ele, que acredito (rss) que ele compôs "Your Song" para mim! Entretanto, nunca imaginei que um dia eu fosse a um show dele. Acho que meu desejo era tão grande quanto a noção da impossibilidade em realizá-lo. Não me lembro de pensar que um dia isso fosse acontecer, mas aconteceu.

Eu sobrevoei o Himalaya e eu fui a um show de Elton John. Eu chorei em ambos, eu me emocionei e fiquei quieta, em mim...fiquei consciencte de mim...imersa nas minhas emoções...para mim, não existia ninguém naquele show além dele, e eu. Nesses momentos, o tempo para...o tempo nem existe....tudo ganha uma outra intensidade e dimensão.

Já vivi alguns momentos orgásticos em lugares lindos no mundo...Na Índia, Nepal, França, Itália, Alemanha...Já vivi momentos assim em muitas experiências espirituais, em inciações e em cerimônias que me tomaram completamente ...vivi isso no parto dos meus filhos...na doença do meu marido tive momentos de vivenciar no corpo e na alma um amor tão grande que transcendia tudo...Lembro de assistir muitas vezes o Pôr-do-Sol e sentir isso...Felicidade, Paz, Plenitude!

Sou Feliz! 
Sou Feliz!  Me permito a sensação de nada me faltar. 
Sou Feliz!  Me permito a sensação de estar inteira!
Sou Feliz! A vida e a morte são como orgasmos!
Sou Feliz...Elton John cantou "Your Song" para mim naquela noite!


Ludmila Rohr





domingo, 24 de janeiro de 2010

Energia que não para!














Bom...sou capricorniana...acho que os que acompanham esse blog já sabem disso!

Adoro meu trabalho...Comecei a praticar Yoga aos 16 anos e nunca mais parei..aos 24 anos me tornei instrutora e nunca mais parei... Fiz grupos de respiração yogue por muitos anos (ainda os fazia antes de me mudar para os EUA)...amo demais esse trabalho. Fiz duas faculdades, uma de Nutrição e a segunda de Psicologia...sou Analista Bionergética (abordagem de psicoterapia), sou Terapeuta em Deep Memory Process (Vidas Passadas)....Trabalhei com Grupos de Mulheres e com o Círculo das Deusas. Estudei muito e ainda estudo muito...já levei dois grupos de pessoas à Índia e ao Nepal...sempre estou trabalhando...sempre estou produzindo algo...Me sinto muito feliz com isso! Realmente adoro trabalhar e sentir que meu trabalho é algo que ajuda as pessoas a se sentirem melhor...acho meu trabalho relevante e é assim que quero que minha vida seja: Uma Vida Relevante!

Não me sinto melhor do que ninguém, mas acho que sou tão grata e reverente à vida, que não consigo admitir uma vida para mim que não seja uma vida que eu possa honrar a cada instante a Energia Vital que meu corpo abriga!

Não consigo pensar em desperdiçar o "Poder" que tenho, e sei que tenho! Meu trabalho é movido por um imenso reconhecimento de Deus em mim, e de uma imensa gratidão pela vida e por minha mente, meu corpo e cada segundo que tenho disponível para viver!

Por isso não consigo ser "mais ou menos", não consigo ser "bege", não consigo procrastinar...não consigo perder tempo pensando no que as pessoas pensam de mim...ou algo parecido...quero a vida agora, quero muito, quero tudo....quero conhecer muitas pessoas, muitas coisas, muitos lugares...e tudo isso por que sou imensamente grata à Vida! Não posso vivê-la pela metade!

Essa noite eu não consegui dormir direito, pois esses dias tenho visto e sentido muita vontade de fazer coisas...estudar, conhecer pessoas, trabalhar, produzir, meditar...tenho pensado muito...minha vida interna tem sido muito intensa...observo cada pensamento com muita atenção..e penso muito...sinto que minha mente poderia gerar muitas idéias...e que eu poderia realizar cada uma delas! Me sinto fértil, viva e vitalizada...

Só que ontem à noite eu recebi um email de uma pessoa querida lá no Brasil....Manuela me falava da falta que faço no Espaço Mahatma Gandhi , que é minha clínica em Salvador (www.mahatmagandhi.com.br), e me perguntava porque eu não atendia meus clientes no Brasil por Skype? Uso Skype..converso muito...uso Twitter, Facebook, Orkut...tenho contato ativo com esses meios virtuais...esse meu blog pra mim é um trabalho...então pensei, porque não ampliar isso?

Ela não colocou uma pulga na minha orelha...ela simplesmente deu uma forma a um desejo que estava aqui vibrante, querendo nascer....ela me apontou para uma forma dessa idéia vir ao mundo. Vou colocá-la em prática.

Bom..então aos que possivelmente se interessem, quero dizer que: aqui em Houston trabalharei com Massagem Ayurvédica (indiana), Grupos de Respiração, Grupos de Mulheres (Círculo das Deusas), Tarô das Deusas, e em breve psicoterapia; e no Brasil, atenderei via Skype...o mais rápido possível colocarei agenda e regras de funcionamento na recepção do Mahatma.

Estou aqui...feliz...Todos dormem...mas por conta de toda essa energia, acordei cedo, ainda escuro fui pra academia do condomínio onde moro e andei muito...depois fiz 10 séries de Suryanamaskar e pedi a Deus que me iluminasse e me guiasse...

Estou aqui feliz, porque é assim que me sinto...iluminada e guiada por uma luz muito forte que agora faz minha mente brilhar e meu coração pulsar!


Namastê

Ludmila

P.S. Na foto com Manuela. Acho que ela vai amar isso!!!!!

sábado, 6 de junho de 2009

Libertação é Felicidade!!!


Muitas pessoas certamente concordariam comigo, quando digo que a Felicidade não impôe condições para existir. Que para sermos felizes não precisamos de nada especificamente, e que por isso mesmo, nada concretamente poderia nos garantir felicidade.

Pessoas ricas podem ser felizes e infelizes, as pobres também, pessoas casadas, solteiras, com ou sem filhos, pessoas que sofreram perdas podem ser felizes, pessoas que nunca perderam nada nem ninguém podem ser felizes ou infelizes.

Quero deixar claro que não estou falando de "alegria" e muito menos sobre "Ausência de sofrimento". Felicidade não tem nada a ver com isso. Podemos esatr em sofrimento e até mesmo tristes e ao mesmo tempo sermos pessoas felizes.

Embora eu não consiga explicar a Felicidade, adoro olhar para esse sentimento com carinho e curiosidade, e gosto muito de pessoas felizes, é claro! É uma delícia estar ao lado delas, elas têm um brilho especial, são leves e adoram ver as outras pessoas felizes também. Elas exalam felicidade mesmo quando estão sofridas. Isso aparece em forma de confiança, de centramento, de serenidade, de sabedoria, de compreensão...muitas formas..

Uma caracteristica comum das pessoas felizes é a generosidade. Elas são generosas, nunca são econômicas naquilo que elas têm de melhor. Elas distribuem de forma generosa suas experiencias, seus sentimentos, seus saberes e seus poderes...elas simplesmente compartilham.

Elas também são destemidas. Não se sentem ameaçadas pelo outro, nem acham que alguém ou algo possa ameaçar sua felicidade, porque já sentiram que a felicidade que sentem não está atrelada a nada...então, nada pode ameaçá-la. Generosidade e destemor são características das pessoas felizes.

Aprendi com o Budismo que se queremos a Felicidade teremos que praticá-la, e que a Felicidade está amparada em 4 pilares: AMAR, SERVIR, DOAR e MEDITAR. Isso fez muito sentido pra mim, nunca mais esqueci. Realmente acredito que a prática do amor nos leva a um lugar de felicidade. O Amor liberta, o amor nos aproxima do outro, encurta as distancias. O amor compreende e aquece a vida. Isso é Bhakti Yoga. O Yoga do amor, da devoção. Ver Deus em tudo e em todos, ou melhor dizendo pra mim que ainda não compreendo bem Deus: Tudo e Todos são Deus.

O Servir e o Doar fazem parte do karma Yoga. O caminho que nos revela que temos muito a dar. essa descoberta trás como efeito colateral, a felicidade. Saber que tenho algo a dar, algo que alguém precisa...e realizar isso, trás paz e Felicidade. Isso é Karma Yoga. As pessoas que SERVEM e DOAM, não aquilo que lhes sobra (isso é importante, não é de restos que estou falando), mas aquilo que lhe é muito precioso, essas pessoas são felizes por isso.

E por fim o MEDITAR. A meditaçãqo que é o Raja Yoga, nos levaria par dentro de nós, não para aprendermos algo, mas para redescobrirmos algo. A meditação nos ajudaria a encontrar aquilo que sempre existiu dentro de nós, aquilo que sempre esteve ao nosso alcance, aquilo que de fato é o nosso estado básico, a vibração primeira da nossa alma.... a meditação nos levaria a refazer a conexão genuína com a Felicidade que existe dentro de nós, que sempre existiu e sempre existirá...a meditação nos faria sentir que em essência somos felizes, porque nada nos falta. Temos tudo que precisamos. Somos plenos e inteiros. Isso é Moksha, a LIBERTAÇÃO da sensação de carência, que nos impede de sermos felizes agora! Moksha é o que o yoga pretende nos fazer alcançar. Ser feliz agora, por que nada me falta!!!!

Namastê!

Ludmila