
Estou num ano 9. Na numerologia esse é o meu ano 9, ou seja, é o último ano de um ciclo de 9 anos. É portanto, um ano de fechamento, de conclusão, de avaliar o que aconteceu nesse último ciclo e de planejar o próximo. No ano 9 temos que pensar que o ano seguinte será um ano 1, um ano de recomeçar, ou de começar. Então nesse ano não só fazemos um balanço, como também começamos a fazer planos...uma coisa naturalmente puxa a outra. Quando avalio o que fiz, o que deu certo, o que deu errado, o que aprendi, o que conquistei, e o que perdi, imediatamente penso no que preciso mudar, é inevitável isso. Esse tem sido um ano assim, de fechamento, de organização para um novo ciclo.
Não sou uma pessoa surperticiosa (longe disso), nem vivo consultando oráculos, nem gurus, nem zodíacos...nem numerologias...nem nada parecido. Nada contra, muito pelo contrário, gosto até. Gosto muito do I Ching, oráculo chinês de sabedoria milenar. O I Ching sempre me diz coisas interessantes, já falei dele aqui antes. Me identifico muito com meu signo, sou capricorniana com ascendente em áries e lua em peixe. Não me consulto muito em nenhum desses meios por preguiça e talvez por sentir que não preciso que nada nem ninguém me fale sobre meu futuro. Não tenho grandes ansiedades em saber sobre futuro, primeiro por que acredito na construção diária do meu futuro, e na possibilidade constante de transformá-lo, então acabo achando que ganho mais se ficar atenta ao meu presente do que se olhar para o meu futuro.
Sempre tive muita visão de futuro olhando para o presente. Quando eu era uma jovem eu dizia com tranquilidade como estaria minha vida em 5, 10, 15 anos....eu dizia naturalmente como eu achava que as coisas estariam....falava de mim, de como eu estaria e queria estar. Acho que minhas previsões não falharam. Eram prognósticos baseados no presente. Nunca esperei que nada caisse do céu, e sempre me senti responsável por minhas escolhas, por isso mesmo dificilmente culpei ou culpo alguém por algo que tenha me acontecido.
Tenho hoje 45 anos. Estou na meia idade. Íncrivel, mas será realmente minha meia idade, se eu viver até os 90 anos, o que pretendo, mas, se eu viver mesnos, talvez já tenha passdo da minha meia idade. Como saber? Mas de qualquer forma, é a minha meia idade, no sentido de "turn point", um ponto ou momento de virada...não sei ainda que tipo de virada, nem pra onde irei, nem o que farei, mas com certeza esse fechamento de ciclo será uma virada.
Não sou mais jovem, embora me sinta muito melhor hoje do que em qualquer outro tempo. Não tenho problema com os sinais da idade no meu corpo e se os tiver, não terei pudor nenhum em aliviá-los... me sinto emocionalmente madura, com muito menos conhecimento do que pretendo, mas muito mais do que muitas pessoas da minha idade. Com uma vivência intensa de vida que me garante estabilidade emocional para enfrentar muitas coisas, e o melhor, com muita coragem para enfrentar a mim mesma, porque se ao chegar nessa idade não conseguimos entender que o nosso maior inimigo está dentro de nós, perdemos muito tempo de vida sem aprender o mais importante.
Gosto de mim e nesse ano 9, posso começar a concluir que vivi muito intensamente, que aprendi muitas coisas e que apesar de todas as dores que tenho vivido, quando me dou um tempo pra me sentir ou pra meditar concluo que a sensação que tenho de mim mesma é boa, muito boa.
Não tenho do que me queixar, por mais que tenha tido problemas, não me faltou felicidade.
Namastê
Ludmila Rohr