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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA ON-LINE


Todos que me acompanham por este blog, ou que me conhecem por terem sido meus clientes ou alunos no Espaço Mahatma Gandhi, sabem que sou psicóloga, e sabem também que tenho morado há quase 5 anos fora do Brasil, por conta do trabalho do meu marido.  

Sempre que volto pra casa em Salvador, reabro meu consultório e volto a atender clientes antigos, assim como abro espaço para clientes novos que precisam de algum tipo de terapia breve, ou focal. Também realizo Círculo das Deusas, e ministros palestras sobre algum tema relativo ao crescimento pessoal. Dessa forma tenho conseguido manter relativamente perto de mim, e vivo, o meu trabalho. 

Há algum tempo, por conta de necessidades de alguns clientes, comecei a atender pelo skype. Não foi um movimento planejado ou pensado para acontecer, foi algo que, primeiro aconteceu e depois foi organizado. 

Tive que atender um cliente, vi que funcionava, pensei que esse poderia ser um veículo interessante não só para os meus clientes no Brasil, quando eu estou fora, mas também para pessoas que moram fora do Brasil e que gostariam de fazer terapia com um psiócologo brasileiro. Conversei com algumas pessoas que já trabalham dessa forma, e todos garantiram que o trabalho não perde em qualidade, e que esse será um veículo cada vez mais usado para esse fim, e assim comecei a pensar e organizar essa idéia. 

Não acho que o atendimento virtual substitui completamente o contato pessoal. Sinto falta de oferecer  um abraço, um aperto de mão ou um acolhimento corporal quando é necessário, ou mesmo de realizar algum exercício da bioenergética ( sou formada em Análise Bionergética, que utiliza o corpo como veículo de expressão das emoções), mas tenho percebido que a cada atendimento, a construção do vínculo terapeta-cliente vai se fortalecendo, e o olhar não fica mais no vazio, ou na tela do computador, e sim no olhar do outro. A conexão por via virtual é possível. 

Bom, aproveito esse post para anunciar que estou trabalhando desse jeito. Meu consultório on-line já está funcionando e que o primeiro contato deve ser feito por email ( rohr_ludmila@hotmail.com ) , quando trocaremos informações básicas e marcaremos o primeiro contato por skype. Ficarei grata pela divulgação. 

Ludmila Rohr


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O QUE ME SEPARA DE MIM MESMA?

 Os opostos sempre me atraíram.  Gosto muito do conceito de "Sombra" que Jung ofereceu para a psicologia. Assim como gosto muito da idéia do "Inconsciente" de Freud. Gosto de pensar que existem partes em mim que não conheço ou que são inconscientes. Sinto-me desafiada e estimulada e descobrir o que existe por trás das primeiras impressões.

Sempre que conheço alguém ou vivo uma situação diferente na minha vida, gosto de me perguntar sobre os aspectos daquilo que não estou vendo pelo simples fato de estar olhando para aquela face que se mostra. 

A imagem que vi e registrei na foto que publiquei no último post ( O que voce pensa/sente ao ver essa foto? ) foi mobilizadora de muitos conteúdos em mim. Era uma momento simples. Havia levado minha mãe para passear em um zoológico na Alemanha. Nada de muito complexo ou subjetivo naquela experiência, até que me deparei com aquela criança que admirava aquele bicho tão grande. Protegida por um vidro espesso, ela que era tão frágil e parecia tão vulnerável diante daquele animal que provavelmente a destruiria com o próprio peso, me pareceu uma imagem incrível. Fotografei.

Nem lembrava dessa foto até que por conta de um recurso automático e aleatório do facebook, ela apareceu diante de mim, na minha página. Parei pra admirá-la. Confesso que estava sem nenhuma inspiração para escrever para esse blog e tive a idéia de colocá-la aqui com um questionamento. Queria saber se outras pessoas seriam mobilizadas por ela como eu fui, ou de que forma seriam mobilizadas.

Recebi muitos comentários, além dos que ficaram registrados no blog. Pessoas me enviaram emails falando sobre impressões que tiveram. Umas  falaram sobre lembranças de quando eram crianças, diante de autoridades, mas a maioria descreveu impressões conceituais de energias e características opostas que sentiam que habitavam suas mentes e suas almas.

Três elementos chamam minha atenção nessa foto. A criança pequena, ingênua e frágil, o animal absurdamente forte, grande mas quieto e, o terceiro elemento, que Helena trás a tona em seu comentário, que é o vidro que separa os dois.

Se penso na criança como a minha mente consciente e o animal como símbolo de conteúdos poderosos e adormecidos, o que seria esse vidro? O que faria essa separação entre o que sabemos de nós, e desse poder absurdo? adormecido ... quieto ... mas vivo, ...ali ... parece que esperando ser despertado. Parecendo um poder que tanto pode ser destruidor como exatamente o oposto. Algo que poderia nos destruir e ao mesmo tempo nos salvar.

Se todos os elementos da foto podem ser vistos e entendidos como partes de mim mesma, o que é esse vidro? O que me mantém separada de uma porção tão poderosa que me pertence? Seria possível rompê-la? Seria possível incorporarmos essa energia? Seria possível trazermos essa porção poderosa para a consciência e nos apropriarmos dela?

Como se esse blog fosse um grande grupo de terapia, quero deixar uma segunda pergunta para vocês:

 "Se encararmos o animal como um poder, o que estaria nos separando dele?"

Ludmila Rohr

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SOMBRA PODEROSA

Broadway- NY


Esse último fim de semana, tive o imenso prazer de assistir pela segunda vez "O Fantasma da Ópera, na Broadway, em NY. Pensava que algo do encanto que tive na primeira vez que vi, pudesse se perder, mas tive uma agradável surpresa ao me dar conta de que estava completamente enganada.

A história contada nessa ópera é  uma história de amor. Uma história de rendição à sombra. Uma história de conexão com o poder que emerge a partir dessa rendição.

Quem nunca se sentiu atraído pelos aspectos sombrios da vida? Quem nunca se sentiu excitado por aquilo que é proibido ou que faz parte do lado sombrio da vida ou das pessoas? Triste daqueles que não mergulham em suas próprias sombras e se contentam apenas com o que o seu ego revela de si mesmo. Segundo Jung, pessoas assim,  abrem mão de conteúdos preciosos, segundo ele, "ouro puro".

 Penso que essas pessoas provavelmente tem vidas pobres e rasas. Penso que as pessoas que constroem uma parede rígida entre o bem e o mal, entre o frio e o quente, entre o negativo e o positivo, entre o que é de "Deus" e o que é do "Diabo", devem ter uma vida muito pobre e sem complexidades.

Penso que pessoas assim, são as que mais julgam o outro e também, são as que mais são duras e inflexíveis em seus julgamentos. Pessoas assim provavelmente tem problemas com o prazer e com o desejo. Pessoas assim, provavelmente estão distantes da compaixão e da bondade. Pessoas assim provavelmente jogariam pedras em Maria Madalena por amor a Maria. Pessoas assim, provavelmente acreditam em pecados.

A "sombra", sob o olhar da psicologia desenvolvida por Jung, é um aspecto do nosso inconsciente que guarda os conteúdos negados ou reprimidos. Conteúdos que nossa "persona" não consegue, por muitas razões, lidar conscientemente. Aquilo que a persona julga não sermos nós mesmos, é a nossa sombra. Seria algo como o "negativo" de nós mesmos, aquilo que é capturado pelo filtro do ego, da cultura e da educação e não podem vir a tona. 

Comumente vemos nossa "sombra" nos outros. É bem conveniente assim. Vemos, julgamos e acusamos as outras pessoas por revelarem aspectos da nossa sombra. Não queremos que ela seja revelada, por isso, qualquer pessoa que tenha comportamento ou características que negamos em nós mesmos, nos irrita profundamente, e quanto mais inconsciente formos da nossa "sombra" mais irritados e até mesmo irados, ficaremos. Muitas vezes buscamos ajuda na terapia para conhecer mais da nossa sombra. Um bom processo terapêutico nos ajuda a encontrar coragem e mergulhar na nossa alma e reconhecer em nós mesmos, e não nos outros, o que negamos e reprimimos.

A sombra deixa de ser sombra quando a conhecemos. Essas energias se transformam em poder. Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos, menos conteúdos teremos na sombra, mais expandida será a nossa consciência, mais inteiros estaremos. Quanto mais distantes nossa "persona" estiver do nosso "self", mais fracos e frágeis seremos. A força vem da nossa inteireza. A nossa força e nossa poder vem de nos aceitarmos e entendermos como um ser inteiro, com aspectos que gostamos e outros nem tanto. 

O "fantasma" da ópera é sedutor, apaixonado, intenso. Nenhuma pessoa consegue assistir a essa ópera sem se apaixonar por ele. Impossível não ficar excitado ao assistir Christine, como uma linda "Perséfone" ocidental, sendo levada aos porões nebulosos do inconsciente pelo fantasma apaixonado.

O mocinho da história, não tem a metade do charme e poder que o fantasma tem. Apesar de "Christine" escolher o mocinho, o seu poder vem da sombra. Quando ela se rende, se entrega ao poder que a sombra lhe oferece, ela se transforma na cantora que é, na mulher que é. Antes disso, ela é apenas uma figurante na vida. Assim como na mitologia grega, "Coré" se transforma na deusa "Perséfone" ao se render ao amor de "Hades", o Deus do mundo Avernal.

O fim da peça nos mostra que a sombra nunca morre. Não conseguiremos capturá-la. Não temos o poder de negá-la ou aprisioná-la. A única atitude funcional em relação a sombra, é abraçá-la. Quando "Christine" a abraça, quando a mocinha reconhece o poder da sombra, ela se desfaz. Ela não desaparece, ela simplesmente perde a forma e o poder sobre Christine e ela pode seguir o caminho que escolheu. 

Somos prisioneiros da sombra enquanto a negamos, somos prisioneiros do nosso inconsciente e dos conteúdos reprimidos, enquanto fugimos dele. No momento que nos dedicamos a olhar de forma amorosa para nossa "sombra" nos libertamos e assimilamos poder e energia que lá estava represada.

No fim da Ópera, vemos que é impossível capturar e submeter a "sombra". Não existe poder nenhum que consiga isso. A única coisa construtiva que podemos fazer com nossa sombra é lançar um olhar amoroso sobre ela e  transformar seu conteúdo inconsciente em consciente.

As perguntas que lanço são: Quais os conteúdos da sua sombra? Como ela se parece? Que partes suas estão encerradas em um porão escuro? Que partes negadas podem e devem ser abraçadas para que voce se sinta cada vez mais inteiro?

Bom...o mocinho é lindo, mas o Fantasma é quente. O mocinho é bom, mas o fantasma é intenso. Que tal unirmos esses aspectos em uma só pessoa?

e.....que tal se essa pessoa formos nós mesmos?

Ludmila Rohr

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os meus Mantras falam de mim! (A energia que me move)

 Hoje uma amiga me disse que eu tinha muita energia. Eu estava falando sobre os planos de trabalho e sobre os programas (shows, teatro) que pretendo fazer esse ano aqui nos EUA. Estava animadamente expondo minha excitação e tesão de viver e de fazer coisas novas!

Esse comentário causou em mim uma certeza e uma estranheza. Vamos lá. Vou refletir enquanto escrevo.

É verdade, tenho muita energia. Sempre acho que devo me envolver em mais coisas, sempre acho que poderia fazer mais coisas, sempre acho que as coisas são da minha conta, que tenho algo a dizer, a contribuir...normalmente não me eximo de dar uma opinião, de dizer o que penso, de me oferecer para fazer ou participar de alguma coisa. Entretanto, isso tem uma condição, não tenho essa energia toda incondicionalmente, preciso estar com tesão pelo que estou fazendo ou me envolvendo, do contrário sou a maior procrastinadora do mundo! 

Por isso mesmo o comentário dela me causa estranheza...Penso que a mesma energia que eu tenho, ela tem e todas as pessoas tem. A "energia" na verdade não é minha ou de alguém, é a própria energia da vida...a diferença é a forma como a movimentamos ou talvez a diferença seja que eu me permita excitar/afetar mais facilmente pelas coisas da vida. É verdade, me sinto aberta, disponível para que as coisas toquem minha alma, mobilizem meus pensamentos...meu coração! Dificilmente algo que aconteça ao meu redor simplesmente acontece, as coisas acontecem mas reverberam na minha alma..sou afetada...sou mobilizada...algo em mim se move quando a vida se move....o tempo inteiro!!! mas...e porque não seria assim com todo mundo?

Refletindo enquanto escrevo, penso que as pessoas se protegem muito da vida, por conta dos seus medos e das suas dores que deixaram cicatrizes, elas se protegem...evitam a vida...ou acham que não teriam nada a fazer, a contribuir, a dizer... Entendo isso como parte de um processo....se eu fui machucada, preciso de um tempo pra cuidar das feridas, mas não posso aceitar isso como uma identidade, como um caráter inflexível, como algo que não pode ser mudado. Por isso sou psicóloga, por isso antes de ser psicóloga sou professora de Yoga, porque acredito na plasticidade da nossa alma, assim como acredito na plasticidade do nosso corpo.

Acredito que as pessoas vão se fechando e endurecendo a alma, assim como fazem com o corpo. Cada dia que passa, a alma fica mais protegida e o corpo mais dolorido. A pessoa passa a acreditar que quanto menos ela se mover, menos dor vai sentir (alma e corpo), ela passa a acreditar que se ficar bem quietinha e imóvel a vida vai caminhar e ela vai sentir menos dores...menos sofrimento... triste ilusão.

A única coisa que realmente acontece é que o espaço vital dessa pessoa vai ficando cada vez menor, e ela vai ter cada vez menos possibilidades de se mover, de se expressar, de viver....e por consequência de mover cada vez menos, menos energia ela terá disponível. Até que ela passa a acreditar que é assim mesmo. A vida é assim. Ela apenas precisa cumprir suas obrigações. 

Triste. Muito mais triste do que qualquer um possa imaginar, porque como psicóloga percebo e sei, que basta o primeiro movimento, basta acreditar e começar a se mover...um movimento puxa o outro. A energia produzida por aquele movimento, alimenta o seguinte...e a pessoa pode entrar num giro interminável de muita energia em movimento! Que é sinônimo de prazer, excitação, alegria, poder..sinônimo da própria vida.

A chave pra tudo isso é o contato com o prazer. Já escrevi muito nesse blog sobre esse tema. Em vários posts falo sobre a minha visão tântrica da vida, sobre o quanto quero a vida inteira, que não quero nunca ser bege, que as coisas são da minha conta, sim! Voces, leitores novos, podem buscar pelos marcadores: felicidade, energia sexual, tântra, ou mesmo Ludmila Rohr (tão egóico isso!), mas...rs.. 

Quem acompanha meu blog desde o início sabe que ele nasceu em um momento de extrema dor. Abri e expus minha alma frágil e sofrida...e por isso mesmo me sentia forte e acompanhada. Senti muita dor, medo e tristeza, mas não lembro de mim infeliz ou sem energia, mesmo nos dias que eu chamava de dias "Não", que eram dias de recolhimento, de ficar quietinha e pequenininha..., mesmo nesses dias eu me sentia inteira e conectada com minha alma e meu corpo, sabia que era um momento, mas não me identificava com eles, vivia esses momentos, mas não me identificava com eles.

Tenho alguns mantras que me acompanham e já falei sobre vários aqui. Um deles é:

"Quanto maiores forem seus segredos, maior será sua prisão."

Outro muito querido é:

"Que tudo que for auspicioso permaneça comigo. O que não for auspicioso conectado comigo e com os meus, seja destruído."

Um bem tântrico, e que me lembra que a vida que existe é o hoje.

"O que existe aqui, existe lá. Se não existe aqui, não existe em lugar algum."


Tenho um mantra novo esse ano e quero compartilhar com todos que me acompanham aqui:

"Estou me afastando de tudo que me atrasa, me segura e me retém. Fui ser feliz, e não volto."
do incrível Caio F. Abreu.

Quem conhece meus mantras, conhece muito de mim e de como movimento minha energia!

Ludmila Rohr 

domingo, 24 de janeiro de 2010

Energia que não para!














Bom...sou capricorniana...acho que os que acompanham esse blog já sabem disso!

Adoro meu trabalho...Comecei a praticar Yoga aos 16 anos e nunca mais parei..aos 24 anos me tornei instrutora e nunca mais parei... Fiz grupos de respiração yogue por muitos anos (ainda os fazia antes de me mudar para os EUA)...amo demais esse trabalho. Fiz duas faculdades, uma de Nutrição e a segunda de Psicologia...sou Analista Bionergética (abordagem de psicoterapia), sou Terapeuta em Deep Memory Process (Vidas Passadas)....Trabalhei com Grupos de Mulheres e com o Círculo das Deusas. Estudei muito e ainda estudo muito...já levei dois grupos de pessoas à Índia e ao Nepal...sempre estou trabalhando...sempre estou produzindo algo...Me sinto muito feliz com isso! Realmente adoro trabalhar e sentir que meu trabalho é algo que ajuda as pessoas a se sentirem melhor...acho meu trabalho relevante e é assim que quero que minha vida seja: Uma Vida Relevante!

Não me sinto melhor do que ninguém, mas acho que sou tão grata e reverente à vida, que não consigo admitir uma vida para mim que não seja uma vida que eu possa honrar a cada instante a Energia Vital que meu corpo abriga!

Não consigo pensar em desperdiçar o "Poder" que tenho, e sei que tenho! Meu trabalho é movido por um imenso reconhecimento de Deus em mim, e de uma imensa gratidão pela vida e por minha mente, meu corpo e cada segundo que tenho disponível para viver!

Por isso não consigo ser "mais ou menos", não consigo ser "bege", não consigo procrastinar...não consigo perder tempo pensando no que as pessoas pensam de mim...ou algo parecido...quero a vida agora, quero muito, quero tudo....quero conhecer muitas pessoas, muitas coisas, muitos lugares...e tudo isso por que sou imensamente grata à Vida! Não posso vivê-la pela metade!

Essa noite eu não consegui dormir direito, pois esses dias tenho visto e sentido muita vontade de fazer coisas...estudar, conhecer pessoas, trabalhar, produzir, meditar...tenho pensado muito...minha vida interna tem sido muito intensa...observo cada pensamento com muita atenção..e penso muito...sinto que minha mente poderia gerar muitas idéias...e que eu poderia realizar cada uma delas! Me sinto fértil, viva e vitalizada...

Só que ontem à noite eu recebi um email de uma pessoa querida lá no Brasil....Manuela me falava da falta que faço no Espaço Mahatma Gandhi , que é minha clínica em Salvador (www.mahatmagandhi.com.br), e me perguntava porque eu não atendia meus clientes no Brasil por Skype? Uso Skype..converso muito...uso Twitter, Facebook, Orkut...tenho contato ativo com esses meios virtuais...esse meu blog pra mim é um trabalho...então pensei, porque não ampliar isso?

Ela não colocou uma pulga na minha orelha...ela simplesmente deu uma forma a um desejo que estava aqui vibrante, querendo nascer....ela me apontou para uma forma dessa idéia vir ao mundo. Vou colocá-la em prática.

Bom..então aos que possivelmente se interessem, quero dizer que: aqui em Houston trabalharei com Massagem Ayurvédica (indiana), Grupos de Respiração, Grupos de Mulheres (Círculo das Deusas), Tarô das Deusas, e em breve psicoterapia; e no Brasil, atenderei via Skype...o mais rápido possível colocarei agenda e regras de funcionamento na recepção do Mahatma.

Estou aqui...feliz...Todos dormem...mas por conta de toda essa energia, acordei cedo, ainda escuro fui pra academia do condomínio onde moro e andei muito...depois fiz 10 séries de Suryanamaskar e pedi a Deus que me iluminasse e me guiasse...

Estou aqui feliz, porque é assim que me sinto...iluminada e guiada por uma luz muito forte que agora faz minha mente brilhar e meu coração pulsar!


Namastê

Ludmila

P.S. Na foto com Manuela. Acho que ela vai amar isso!!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

EU POSSO TAMBÉM!


Começou outra semana de quimio...nesse exato momento Judson está recebendo drogas na veia e ficará assim até sexta-feira. É impressionante como o tratamento que pode salvá-lo, causa imediatamente tanto desconforto e mal estar, e exatamente por isso temos que imediatamente iniciar um trabalho mental para receber o "desagradavel" com tranquilidade! Esse é um super trabalho! Penso que, se ele desenvolve resistencias ao tratamento, o mesmo será mais dificil ainda. Ao mesmo tempo, não desenvolver resistencia àquilo que nos causa desconforto é muito difícil...


Tenho uma fala que comumente repito para os meus alunos de yoga quando diante de uma postura um pouco mais complicada, eles reclamam dizendo: Poxa, mais é tão difícil! Eu digo: Viver é difícil! Não existe nada fácil! ....Nessa minha fala não existe nenhum tipo de pessimismo ou algo parecido, muito pelo contrário, essa minha forma de ver a vida sempre me colocou diante dos desafios de uma forma natural e com pouca resistencias e sem queixas e lamentações, porque acho muito natural a dificuldade da vida e de seus desafios...não acho que vai ser diferente nunca...temos momentos de descanso, mas pra quem caminha, não existe acomodação, e onde existe movimento, existe desafios...


Recebi de uma aluna querida, ela já fez isso antes, uma frase linda de Ariano Suassuna, ele diz: "...pois na dor também se vive, e pode-se viver com Alegria!". Obrigada Rita! Acredito nisso. Tenho vivido e experimentado isso. As alegrias estão presente, sinto-me uma pessoa feliz, grata, acolhida, acompanhada...


Tem outra coisam que sinto e percebo que por conta disso, faço parte de uma grupo seleto de pessoas. ADORO MEU TRABALHO! Adoro tudo que faço! Meu trabalho é um alimento precioso. Ele está diretamente relacionado com o meu prazer!! Acho muito especial ter um trabalho em que produzo minhas condições materiais de vida, mas que ao mesmo tempo me alimenta em outros níveis. Sair para trabalhar é um prazer, e vivo um momento profissional excelente, adoro trabalhar...simplesmente adoro! Adoro cada atendimento que faço, cada aula que dou. Sinto uma felicidade enorme e percebo como sou feliz por isso.


Quando comecei esse blog, algumas pessoas me perguntaram como seria me expor diante dos clientes. Como seria pra mim ou para os meus clientes saberem que eu sofro, ou que eu choro? Como seria para eles participarem desse momento tão doloroso e íntimo? Essa era a pergunta que me faziam. Eu pensava: Será que algum cliente ou aluno imaginou em algum momento que eu não sofresse ou não chorasse? Que tipo de pessoa eu seria se não chorasse ou não sofresse? Que tipo de terapeuta eu seria se não fosse uma pessoa que chora e sofre?


De fato isso nunca foi uma preocupação pra mim. Sou assim. Não consigo me imaginar presa a nenhum tipo de imagem, por conta do meu trabalho. Não sou alguém "Zen" por que sou professora de yoga, não sou alguém que não sofre...O yoga e a psicologia, mas sobretudo o Yoga, me deram a possibilidade de SER, livre de qualquer prisão...de ser quem eu sou...de viver minha dores e ser feliz ao mesmo tempo...porque aprendemos com o yoga a relaxar no esforço...isso o yoga me ensinou!


Aprendi também que os únicos demônios que existem são aqueles que moram dentro do meu coração, então não consigo vê-los fora de mim. Não consigo ver o câncer como um "demônio"...mas a forma como eu o vejo pode ser demoníaca...assustadora. Aprendi também que tudo que preciso, está dentro de mim...isso é libertador. Significa que nada me falta! e aprendi ainda que, se alguém conseguiu fazer uma coisa, isso significa que potencialmente todos poderiam conseguir fazer o mesmo. Se alguém escalou o Everest, eu poderia também. Se alguém enfrentou um determinadao desafio...eu posso também. Se alguém atravessou uma dor, eu posso também!


O que não nos falta na vida são os exemplos de pessoas que conseguiram, que venceram, que atravessaram sua dificuldades...e ainda temos exemplos daquelas que fizeram isso com alegria, com paz no coração, sem queixas... com amorosidade e com dignidade...Eu posso também!

Namastê!

Ludmila Rohr

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Yoga....o meu caminho!


Ontem foi meu primeiro dia em Salvador depois que retornamos de SP. Adoro isso aqui! mas na verdade, o que gosto mesmo é de tudo que faço. Adoro meu trabalho. Adoro minha rotina, sou uma pessoa que adora acordar e saber que terei o meu dia diante de mim.

Ontem dei minha primeira aula de yoga desde que me despedi dos alunos avisando que iria pra SP acompanhar meu marido. E eu quero muito falar sobre isso. Comecei a fazer yoga com 16 anos, (tenho 45 agora). Eu já era apaixonada pelo yoga, mesmo sem conhecer, dizia que queria fazer yoga, mesmo sem saber do que se tratava. O Yoga entrou na minha vida e nunca mais saiu. Praticava muito, estudava muito (muito mais que hoje), lia os textos sagrados, fazia praticas duas vêzes ao dia, meditações diárias...enfim, mergulhei com meu corpo e minha alma nesse universo que trouxe sentido a minha existência.

A Hatha-yoga me colocou diante da possibilidade de um corpo saudável..um corpo feliz. E de fato, tenho uma relação muito boa com meu corpo, ele me dá prazer, não tenho histórias na minha vida de dores no meu corpo. Claro que já fiquei doente e certamente ainda ficarei, mas meu corpo, produz muito mais prazer do que dor. Ele é um lugar muito agradável de se morar. Vejo pessoas reclamando de dores, pessoas saudáveis, inclusive que malham, que correm...eu normalmente não tenho dores....acho realmente que o meu corpo tem sido um bom lugar para morar.

Quando descobri a respiração, descobri o prazer simples de respirar, e o quanto a respiração me conectava com o meu corpo, mas o quanto que através da respiração eu conseguia alterar meus estados mentais. A respiração se tornou o meu grande remédio e companheira. Respiro conscientemente em todas as situações que preciso estar mais inteira, mais forte, mais calma, mais centrada....mais aberta....a respiração me leva pra dentro de mim, a lugares profundos, mas também me coloca aberta para o mundo, para as pessoas...sou muito grata ao yoga, por ter me apresentado esse instrumento valioso.

Bom...ontem reencontrei meus alunos....voltei pra minha sala de aula... e comprovo o quanto amo o que faço...o quanto o yoga me faz bem. A prática corporal do yoga organiza o meu corpo, me sinto leve e feliz, mas enche o meu coração de muito amor....é...sinto um amor imenso quando pratico yoga, sinto que sou uma pessoa melhor (do que de fato sou), me conecto com aquilo que é sagrado em mim...e fico muito feliz!

O outro lado lindo do yoga são os alunos, eu sou muito apaixonada por eles...vejo a busca, a confrontação com as dificuldades, os corpos que aos poucos vão desenferrujando, a felicidade em conseguir fazer algo que não conseguiam antes, uns são fiés, persistentes, permanecem anos após anos, já incluiram o yoga em suas vidas, outros são flutuantes, vem e vão, somem e novamente aparecem....mesmo assim os adoro, fico imensamente feliz quanto vejo um ex-aluno retornar!

Ontem dei minha primeira aula de yoga depois que retornei e quero hoje agradecer aos alunos que lá estavam. Obrigado...obrigado por me acompanharem nessa viagem de auto-organização, nesse processo de nutrição da minha alma. E o melhor de tudo isso, é me dar conta de que esse é o meu trabalho!!!! Sou tão grata a vida, porque penso que sou uma pessoa abençoada, que pode trabalhar com aquilo não só que ama, mas com aquilo que cuida de mim, que me faz uma pessoa melhor, que me alimenta....

Uma vêz um professor de psicologia me falou que iria chegar a hora em que eu teria que escolher entre a psicologia e o yoga, eu achei aquele comentário meio bobo, por que em nenhum momento uma prática concorre com a outra, muito pelo contrário. O fato de ser prof de yoga sempre me fez uma terapeuta melhor. O fato de meditar e cuidar de mim e dos meus alunos em vários níveis, sempre me possibilitou uma visão mais ampla da psicologia. Amo tudo que faço, amo a psicologia, o consultório, mas o yoga é a minha vida. Se esse professor tivesse razão, se eu tivesse que escolher, a escolha já estava feita, pois o yoga com certeza foi escolhido pelo meu espírito milênios atrás. Nessa vida eu só o reencontrei!

Namastê!

Ludmila Rohr